Dois trens de passageiros colidiram ontem em
Bari, na Itália, e pelo menos 27 pessoas morreram, segundo a agência
italiana Ansa. Outras 50 pessoas ficaram feridas, muitas em estado
grave, segundo números provisórios do Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu em
uma área de campo de olivas entre Andria e Corato. A polícia disse que o
trabalho de resgate ainda não tinha terminado o número de mortos pode
aumentar.
Bombeiros,
ambulâncias, policiais e a Cruz Vermelha foram rapidamente para o local da
tragédia para resgatar os sobreviventes. Entre eles estava um menino de 6 anos
que tinha ficado preso entre os ferros retorcidos. Ele foi levado de
helicóptero para o hospital.
Testemunhas
relataram cenas de pânico e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi,
encerrou rapidamente uma visita que fazia a Milão ir ao local da colisão e
monitorar a situação. “Esse é um momento de tristeza”, afirmou Renzi,
acrescentando que é preciso apurar a causa do acidente antes de culpar alguém.
Uma comissão foi criada para apurar o acidente.
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Cada um dos
trens possuía quatro vagões e a colisão foi frontal numa área onde há apenas um
trilho. Imagens divulgadas pelas TVs locais mostraram os dois primeiros vagões
totalmente destruídos.
“É um
desastre, como se tivesse caído um avião”, comentou o prefeito do município de
Corato, Massimo Mazzilli, em sua página do Facebook. A tragédia causou comoção
na Itália. O papa Francisco disse, em um comunicado, que rezará pelas vítimas e
seus parentes e pela rápida recuperação dos feridos.
A polícia
nacional e o Carabinieri (polícia italiana) não deram detalhes sobre a extensão
da colisão. A linha Bari Norte, onde ocorreu o acidente, é administrada pela
empresa privada Ferrotramviaria. Ela conecta Bari com cidades do norte da
Itália e ao aeroporto e recebe mais de 200 composições por dia. A linha é muito
usada por estudantes, famílias e trabalhadores.
Em entrevista com a TV estatal, o diretor geral da
Ferrotramviaria, Massimo Nitti, explicou que as causas do acidente estão sendo
investigadas, mas “está claro que um dos trens não deveria estar ali” ao mesmo
tempo que o outro.
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