O Metrô e a Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos
(CPTM) gastaram R$ 2,3 milhões para repor cabos de iluminação e de fibra óptica
roubados nas estações entre 2015 e 2016.
Até agosto deste ano, mais de 57 mil metros de cabo foram
furtados. Só o Metrô teve prejuízo de R$ 1,3 milhão no período, com 31,6 mil
metros de cabos furtados. Na CPTM, a perda foi de R$ 1,05 milhão, com 26,2 mil
metros. No período, segundo levantamento do Estado, foram registrados 38
boletins de ocorrência em diferentes delegacias sobre o problema.
Os casos relatados por seguranças das companhias à polícia
mostram que os crimes são cometidos em pequenos grupos, de duas a cinco
pessoas, na madrugada. Eles se dirigem às galerias de cabos e cortam os objetos
com alicates, levando-os em pequenas quantidades. O metro do fio de cobre pode
ser vendido por até R$ 100.
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Em um dos episódios, em setembro do ano passado, na Estação
Carrão da Linha 3-Vermelha, funcionários abordaram um homem de 25 anos que
fugia com os fios de cobre. Ao capturá-lo, encontraram com ele uma sacola de
ferramentas. Ele admitiu à polícia que não era a primeira vez que furtava os
cabos. Em sua posse estavam 16 metros de cabo, equivalentes a R$ 1.600. O homem
foi detido, sem direito a fiança.
A Secretaria da Segurança Pública, em nota, afirmou que a
segurança dos terrenos e áreas pertencentes ao Metrô e à CPTM é de
responsabilidade das empresas, mas que faz o patrulhamento no entorno das
estações.
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