A Vale reviu mais uma vez a estimativa de investimentos para o S11D, o maior projeto de minério de ferro da história da companhia, em Carajás, no Pará. A nova previsão é de US$ 14,4 bilhões, número que pode representar economia superior a US$ 2 bilhões em relação ao último valor que havia sido projetado pela companhia no fim do ano passado. No Vale Day de 2014, o encontro anual com os investidores em Nova York, a mineradora indicou que o investimento no projeto poderia ficar entre US$ 16 bilhões e US$ 17 bilhões.
A redução é consequência da desvalorização do real frente ao dólar uma vez que a maior parte dos gastos no S11D é feita em moeda local. A nova projeção foi apresentada a um grupo de analistas de bancos que está visitando o S11D, em Canaã dos Carajás, no Sudeste do Pará. O investimento de US$ 14,4 bilhões inclui mina, usina de beneficiamento e logística (ferrovia e porto). Se comparado com o orçamento original do projeto, de US$ 19,7 bilhões, o corte é ainda maior, de US$ 5,3 bilhões.
Até o fim do terceiro trimestre de 2015, a empresa havia desembolsado US$ 8,4 bilhões no projeto. E na apresentação feita ontem a companhia indicou que até o fim deste ano o número terá chegado US$ 9,4 bilhões. Há ainda US$ 2,6 bilhões a serem investidos no S11D em 2016 e mais US$ 1,6 bilhão em 2017, além de US$ 600 milhões em 2018 e US$ 200 milhões em 2019. A empresa informou que 90% dos investimentos futuros serão denominados em reais.
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Segundo a Vale, as obras da mina e da unidade de beneficiamento do S11D atingiram avanço físico de 75%, com base em dados de setembro. O S11D terá capacidade de produzir 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano na Serra Sul de Carajás e a previsão é que a mina tenha vida útil de 30 anos. O começo da operação está previsto para o segundo semestre de 2016.
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