O conselho de administração da Usiminas, em reunião na sexta-feira, referendou a proposta de aumento de capital da siderúrgica no valor de R$ 1 bilhão. Os conselheiros deram sinal verde, por sete votos a três, à decisão aprovada na reunião do dia 11. Na sexta-feira, os conselheiros convocaram assembleia geral extraordinária (AGE) de acionistas para analisar e aprovar a capitalização. A data da AGE estava condicionada à obtenção de um acordo de stand still (suspensão temporária de pagamentos da dívida) com credores.
Em fato relevante, horas antes do início da reunião do conselho, a Usiminas informou que o acordo com nove bancos – cinco brasileiros e quatro japoneses – foi obtido na noite de quinta-feira. Com isso, os vencimentos ficaram congelados por 120 dias desde a data da assinatura, 17 de março.
Participaram do acordo Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander (Brasil) e BNDES. Do lado japonês, os credores financeiros Japan Bank for International Cooperation (JBIC), The Bank of Tokyo Mitsubishi, Mizuho Bank e Sumitomo Mitsui Banking Corp.
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O aumento de capital prevê a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias, que ficarão fora do acordo de acionistas. A Nippon Steel & Sumitomo, acionista do bloco de controle, se comprometeu a aportar a totalidade da capitalização se os demais acionistas não aderirem à subscrição.
A Ternium – Techint, outra acionista controladora, buscou na reunião que sua proposta de R$ 563 milhões, em ações ON e PN, fosse também levada à apreciação da AGE, em 18 de abril. Mas, por sete votos a três, teve o pleito recusado pelo colegiado.
Embora tenha condições – com 38% de ações ON – de chamar uma AGE específica para analisar sua proposta, a tendência é que a Ternium não tome essa decisão, apurou o Valor. Assim, como defendia o stand still (de 180 dias) para as dívidas da empresa (adotado na proposta atual), vai continuar pedindo a liberação de R$ 600 milhões do caixa da Mineração Usiminas (Musa) até a data da AGE.
Enquanto a empresa define a capitalização para aliviar sua grave situação financeira, um grupo de acionistas minoritários, liderados pela Geração Futuro e pela Tempo Capital, começam a se movimentar para indicação de nomes ao novo conselho de administração da Usiminas, que será escolhido na assembleia geral ordinária (AGO), em 28 de abril.
As duas acionistas indicam, em carta, a reeleição de Marcelo Gasparino, que preside o atual colegiado desde abril; Lírio Parisotto, em licença, e Mauro Cunha, que era seu suplente e assumiu a vaga.
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