O juiz Luis Aláez indiciou nesta terça-feira funcionários da Administradora de Infraestruturas Ferroviárias (Adif) da Espanha por imprudência na sinalização e na segurança da via onde ocorreu o acidente ferroviário de Santiago de Compostela, em 24 de julho.
Na ocasião, 79 pessoas morreram e 130 ficaram feridas após o maquinista da composição perder o controle do veículo ao fazer uma curva, em que a velocidade deveria ter sido reduzida. No entanto, o trecho não tinha sinalização nem medidas de segurança para evitar um erro do condutor.
O maquinista Francisco Garzón, de 52 anos, foi acusado de homicídio por negligência e liberado sob fiança antes do julgamento. O condutor admitiu que fez a curva a 190 km/h, mais que o dobro da velocidade permitida no trecho, de 80 km/h.
Em documento, o juiz diz que, apesar de a principal hipótese para o acidente ser de falha humana, houve omissão de precauções elementares por aqueles cuja missão era garantir a segurança da circulação do trem na linha, o que pode constituir delito punível.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Para o magistrado, os responsáveis pela segurança deveriam ter previsto que erros humanos, provocados por fadiga ou hábito, poderiam representar um risco numa curva reconhecidamente difícil. Devido à falta desses mecanismos, seria necessária um sistema de freios automáticos adequados ou sinalização antecipada.
A Adif disse que ainda não recebeu um pedido oficial da Justiça e não sabia dizer quantos funcionários serão investigados. A companhia diz que continuará a colaborar com o juiz, assim como na entrega de relatórios técnicos e documentos de segurança.
O pedido de indiciamento acontece após o governo espanhol solicitar uma revisão total do sistema ferroviário, a fim de evitar novos acidentes. A colisão foi uma das mais graves da história da Espanha e da Europa.
Seja o primeiro a comentar