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SP: Trens do Metrô vão perder as divisórias

Vai ficar um pouco mais fácil encontrar espaço dentro dos trens lotados do Metrô de São Paulo a partir de 2013. Os novos trens que estão sendo adquiridos para todo o sistema serão como os que servem a Linha 4-Amarela desde o ano passado, sem divisórias entre os vagões. Desta forma, um passageiro poderá percorrer toda a composição em busca de um lugar menos desconfortável para se acomodar durante a viagem, especialmente nos horários de pico.


Ao todo, haverá 41 trens desse tipo circulando nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás, que será a primeira a receber as unidades, daqui a cerca de dois anos. Com exceção da Linha 4 (administrada pela iniciativa privada), o Metrô nunca usou trens com essa característica, que é comum no exterior – como em Madri e Londres, por exemplo.


A própria Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) possui composições (algumas delas bem antigas) que possibilitam a passagem entre os carros, como na Linha 12-Safira, ligando o Brás, no centro da capital, à cidade de Poá, na Região Metropolitana.


Parte dos usuários ouvidos pela reportagem aprova a iniciativa. “As pessoas vão conseguir se encaixar um pouco melhor. Também me parece que vai ter um pouco mais de espaço físico para os passageiros ficarem em pé naquela área entre os vagões”, disse o corretor Anderson Machado, de 38 anos, que utiliza a Linha 3.

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Contudo, há quem desconfie de que a medida poderá surtir efeito. É o caso da universitária Narjara Koch, de 28 anos, que percorre diariamente um trecho da Linha 1. Para ela, a situação só vai melhorar quando o intervalo entre as composições diminuir. “Eles precisam se preocupar em aumentar o número de trens passando.”


Segundo o edital lançado para a compra de 15 desses trens, as composições terão capacidade para 2,2 mil passageiros, ou seja, mais do que os 2 mil que podem ser levados em cada uma das composições mais recentes da Linha 2.


Secretário de comunicação do Sindicato dos Metroviários e condutor de trens na Linha 1, Ciro Moraes diz que a falta de divisórias poderá ampliar a quantidade de passageiros, mas provavelmente não tornará as viagens mais agradáveis. “O objetivo é transportar cada vez mais gente. Em relação ao conforto, isso fica para o segundo plano. Nas últimas frotas que vêm sendo adquiridas, tem diminuído o número de assentos.”


Diferentemente dos 14 trens sem divisória da Linha 4, as composições que vão passar a circular nos próximos anos no restante do sistema continuarão sendo operadas por condutores. Cada uma delas deverá custar cerca de R$ 22,6 milhões.

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