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Tecnologia vencedora será usada nas extensões do TAV

As empresas detentoras de tecnologia que não participarem do leilão do trem-bala, que ligará as cidades de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, ficarão de fora das futuras extensões do projeto para outras cidades, como Curitiba e Belo Horizonte, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


“A tecnologia que ganhar esse projeto é a tecnologia que vai ser adotada no Brasil para todos os outros projetos”, revelou à Agência Estado o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. “E a tecnologia do Brasil, provavelmente, será a mais competitiva na Argentina, Chile e em outros lugares”, reforçou. A lógica é a mesma do sistema do modelo nipo-brasileiro de TV digital, que está sendo exportado para vários países.


Na opinião do diretor-geral, é com essa visão global do negócio que o consórcio coreano mantém sua proposta para participar do leilão. “Ele sabe que, se ganhar esse leilão, a tecnologia dele vai ganhar uma escala que na Coreia não consegue ganhar. O Brasil pode demorar, mas terá um sistema de alta velocidade muito maior do que a Europa.”


Estratégia

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Após a definição da tecnologia vencedora, o Brasil fará a internalização do modelo, de modo a propiciar a produção desses equipamentos no Brasil. “Aí vou fazer outra licitação e abrir de novo (para escolha de tecnologia)? Aí nunca vou ter escala de produção nacional”, enfatizou Figueiredo.


Por essa razão, ele alerta que as empresas de tecnologia devem ver a participação no leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), marcado para abril, de forma estratégica. “Esse pessoal de tecnologia não está vendo isso do ponto de vista estratégico. Eles acham que o governo vai sair contratando tecnologia diferente a cada momento. Mas o governo não fará e nem pode.”


Consórcios


O impasse entre construtoras e detentores de tecnologia para formar os consórcios que participarão do leilão parece estar chegando ao fim. “As construtoras estão se colocando, objetivamente, como investidor”, afirmou Figueiredo.


Até poucas semanas atrás, essa era a maior dificuldade para compor os grupos, como revelou à Agência Estado. Para Figueiredo, haverá pelo menos três consórcios: o coreano, um liderado pela Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), que agrega as grandes empresas, e outro encabeçado por gigantes do setor, como Odebrecht e Andrade Gutierrez.

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