A Vale, maior exportadora de minério de ferro do mundo, disse hoje que as mineradoras que têm projetos de carvão com valor total de US$ 32 bilhões na Bacia de Galileia, na Austrália, deveriam construir em conjunto uma ferrovia, com o objetivo de reduzir custos e acelerar seu desenvolvimento.
“Certamente, precisamos estar avançados no debate sobre uma solução de transporte ferroviário antes do fim do ano que vem”, afirmou o diretor de projetos de crescimento da Vale Austrália, Jason Economidis, em entrevista concedida em Brisbane. “Se não tivermos uma definição sobre o porto e a ferrovia, fica muito difícil desenvolver uma mina.”
Gina Rinehart, que lidera a lista das pessoa mais ricas da Austrália, e seu colega bilionário Clive Palmer estão entre os desenvolvedores de projetos de minas de carvão na Bacia Galileia, que abastecerá a Ásia. Já a Vale deverá desembolsar US$ 8 bilhões em seu projeto Degulla.
“Se todos construíssem suas próprias ferrovias, isso custaria cerca de US $ 4 bilhões para cada”, disse Economidis. “Com base nas baixas margens associadas ao carvão térmico, é muito pouco provável que corredores ferroviários individuais sejam viáveis”
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A Rinehart’s Hancock Prospecting Pty propõe a construção de aproximadamente 500 quilômetros de ferrovia para escoar carvão até o porto de Abbot Point. A Adani Enterprises Ltd, maior importadora de carvão da Índia, também está explorando opções próprias de transporte ferroviário.
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