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Novas rotas mudam a dinâmica do Rio

Enquanto o setor de cargas do Rio de Janeiro aguarda a definição de investimentos para viabilizar importantes projetos, o segmento de mobilidade urbana é impulsionado por obras na capital que visam a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016. A principal é a expansão do metrô até a Barra da Tijuca, com custo previsto de R$ 7,2 bilhões, para atender demanda diária de 240 mil passageiros. “A ligação de metrô com a zona sul dará outra dinâmica à Barra e à cidade do Rio”, ressalta o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio, Júlio Bueno.


Outro projeto importante é a construção da Linha 3 do metrô, ligando São Gonçalo e Niterói e integrado às barcas para o Rio, que movimentaria 350 mil passageiros por dia. O custo da obra e dos trens chegaria a R$ 2,5 bilhões. “Seria fundamental para suprir a demanda de passageiros gerada pela construção do Comperj, polo da Petrobras em Itaboraí”, diz Bueno.


Para Fernando MacDowell, livre docente em engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e especialista em transporte público, os investimentos estão mal direcionados.


“Optaram por traçado linear para a ligação com a Barra, partindo de Ipanema, em vez de construir a Linha 4, integrada à principal, saindo de Botafogo”, explica. “Com isso, se houver problema na linha, a cidade para.” Novos trens comprados na China entram em operação em março.

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Há novidades também para a rede ferroviária que atende o subúrbio e a Baixada Fluminense, que terá investimentos de R$ 2,4 bilhões do governo estadual e da concessionária Supervia para a compra de 90 trens com ar condicionado. “A primeira composição começa a rodar em dezembro”, diz a gerente de marketing da Supervia, Débora Raffaeli. “E, em 2013, com a instalação do sistema de sinalização da Bombardier, vamos aumentar a eficiência da malha.”


No setor de transporte de cargas, está em fase de avaliação a ligação do Porto do Açu, projeto da LLX no Norte Fluminense, à Ferrovia Centro-Atlântica, controlada pela Vale, e à malha da MRS Logística, cujo controle é do consórcio formado pela Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, a Usiminas e a própria Vale . Para a LLX, seria preciso ainda construir ramal de 40 km do Porto, em São João da Barra, a Campos, e reativar o corredor ferroviário litorâneo.


Vale e LLX assinaram memorando de entendimento para estudar a viabilidade do projeto. A ligação integraria o Complexo Industrial do Porto do Açu – cuja construção exigiria investimento de R$ 70 bilhões -, à malha ferroviária nacional, ligando o complexo industrial-portuário a São Paulo, Minas Gerais e outras regiões do país. “Isso permitiria a integração com o Pólo de Itaguaí”, observa Bueno.


Segundo o coordenador do Centro de Estudos de Logística do Coppead, o instituto de pós-graduação e pesquisa em Administração da UFRJ, Peter Wanke, o projeto de conexão ferroviária do Porto do Açu faz sentido, pois consolidaria a área de influência do porto, estendendo-a para outras regiões.

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