O governador Geraldo Alckmin (PSDB) inaugurou hoje as estações Luz e República, da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo. Por enquanto, o funcionamento das estações será das 10h às 15h, de segunda a sábado, por conta de adaptação e testes necessários. A partir do dia 30 de setembro, o horário de funcionamento será normalizado, das 4h40 à meia-noite, de segunda a sexta-feira. O governo estima que a nova linha de metrô receberá 700 mil passageiros/dia em 2012.
O custo total das obras é de R$ 5,6 bilhões. Quatro novas estações serão entregues até 2014 – São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie. Atualmente, há obras em andamento em quatro linhas diferentes do metrô. “É uma questão de política pública, prioritária, uma obstinação nossa”, afirmou o governador.
Segundo Alckmin, não há “nenhum centavo” nas obras proveniente de recursos federais. “Tem financiamentos, recursos do tesouro paulista e parcerias público-privadas”. O governador afirmou que pretende recorrer à União para trazer recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção do Metrô Leve, trem elevado que funcionará na região do Grande ABC.
Durante a campanha eleitoral de 2010, Alckmin, então candidato ao governo, demonstrava grande preocupação em manter o ritmo de investimentos no transporte público metropolitano de seu antecessor, José Serra, caso se elegesse.
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De forma velada, era criticado pelos correligionários por ter feito uma gestão de pouco impacto na área nos seis anos em que comandou o governo – Serra ainda herdou uma “herança maldita”, diziam seus pares, com o desabamento, em seu 12 º dia de governo, de parte das obras da estação do metrô Pinheiros, que matou sete pessoas. O contrato entre o Metrô e as construtoras responsáveis pela obra havia sido assinado no governo Alckmin.
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