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Abifer e ANTF se reúnem com Ministro dos Transportes

A indústria ferroviária teme entrar em colapso com a queda no número de pedidos registrados nos últimos dois anos. A inconstância do mercado é outro grande problema enfrentado pelos fabricantes de vagões e locomotivas que não conseguem planejar a sua produção e, por isso, têm amargado prejuízos. 


Na busca de uma solução para o problema, representantes da indústria ferroviária e das concessionárias de ferrovias se reuniram ontem (12) com o ministro dos Transportes, César Borges, e com a secretária do Desenvolvimento da Produção, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Heloísa Regina Guimarães de Menezes,  em Brasília.


Neste que foi o segundo encontro para tratar do tema, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), Vicente Abate, explicou mais detalhadamente o plano de recuperação da indústria ferroviária nacional entregue ao governo federal no mês de setembro. 


O primeiro item proposto pede a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) oferecido pelo BNDES para aquisição de máquinas e equipamentos no setor, cuja taxa de juros é de 3,5% ao ano. A solicitação inclui ainda um aumento no percentual de financiamento de 90% para 100% do equipamento que será comprado, ampliação do prazo de pagamento de 10 para até 20 anos e aumento da carência para pagamento da primeira parcela de dois para cinco anos.

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O segundo tópico do plano pleiteia que o valor pago pelas concessionárias pelo arrendamento  da malha – cerca de R$ 800 milhões por ano –  seja destinado para a renovação de parte da frota de locomotivas e vagões herdadas da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Ao todo, dos 103 mil vagões e 3,8 mil locomotivas utilizados pelas concessionárias, 40 mil vagões e 1,6 mil locomotivas são oriundas da ex-estatal e foram arrendadas junto com a malha.


O objetivo é que as concessionárias comprem 600 novas locomotivas e 20 mil vagões nos próximos seis anos. Estes equipamentos continuarão como patrimônio da União após o término do período de concessão. Dessa forma, a indústria não sofrerá mais com as irregularidades no número de encomendas e ganhará fôlego para continuar ativa até a entrada em operação das novas ferrovias previstas no Programa de Investimentos em Logística (PIL).


“Sabemos das dificuldades que a indústrias de material rodante estão passando. Não podemos deixar de apoiá-las. As concessionárias estarão empenhadas em renovar a frota para eliminar este problema”, afirmou o presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.


Ele explica que a frota antiga gera perda de eficiência e com as novas locomotivas e vagões toda a cadeia produtiva será beneficiada. “Os clientes também sairão ganhando. Se aumentamos a produtividade, podemos reduzir os valores dos fretes”, enfatiza.


O ministro dos Transportes lembrou que, de fato, antes de pensarmos na malha futura, prevista no PIL, “temos que nos preocupar com o sistema existente”. Borges afirmou que o Ministério dos Transportes irá analisar a proposta para tentar atender a indústria ferroviária, que é um setor que gera muitos empregos e renda. As negociações com o Ministério dos Transportes contam com o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que tem se empenhado em encontrar uma alternativa para auxiliar a indústria ferroviária.


Índices de Produção:


Vagões:


2011 – 5.616
 
2012 – 2.918
 
2013 – 2.000 a 2.500 (previsão)
 
Locomotivas:
 
2011: 113
 
2012: 70
 
2013: 80 a 100 (previsão)


(Fonte: Abifer)
 

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Fonte: ANTF

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