A feira Railway Interchange, no Centro de Convenções de Minneapolis, na cidade de Minneapolis (MN), nos Estados Unidos, comprova que este é o momento do setor ferroviário. E o Brasil é a grande aposta mundial do momento.
O país, que pela primeira vez conta com um estande na feira, o Pavilhão Brasileiro, é um dos mais visitados. No estande de 100 m2 subsidiado pelo Ministério das Relações Exteriores, estão reunidos mais de 60 representantes brasileiros da indústria metroferroviária, concessionárias de ferrovias, governo e entidades do setor ferroviário.
Entre as empresas que fazem parte do Pavilhão Brasileiro está a Randon Implementos. A empresa com sede em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, costumeiramente participa dos principais eventos no Brasil e no mundo, sempre com os olhos voltados para dois aspectos: avaliar tecnicamente os produtos expostos para saber como está se comportando a indústria mundial e estabelecer contatos, segundo o diretor- executivo da Randon, Norberto Fabris. “Na filosofia da Randon o relacionamento é um dos pilares do negócio. Tanto que não viemos para a Railway Interchange para vender, mas sim para conhecer a feira e para estreitar relações tanto com as empresas do Brasil quanto do exterior”, afirma. Ele completa ainda que há três anos a Randon participa da Innotrans, que é realizada a cada dois anos na Alemanha e que o resultado nestes seis anos tem sido muito positivos.
A Industrial Rex, empresa catarinense especializada na produção de mais de 44 mil elementos de fixação, como parafusos, porcas e rebites, também está presente na feira. De acordo com o superintendente da empresa, Ingobert Piske, o objetivo da participação da Rex na feira é dar visibilidade global para seus produtos, assim como prospectar novos clientes em países que tenham a indústria ferroviária forte, seja em transporte de cargas, seja de passageiros.
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Piske destaca que países como Estados Unidos, Canadá e Austrália possuem uma infraestrutura de transportes de cargas muito fortes. Já grande parte dos países do continente europeu têm uma maior vocação para o transporte de passageiros. E todos são potenciais clientes da Industrial Rex. “Queremos ingressar nestes mercados, assim como também buscamos a transferência de novas tecnologias de sistemas de fixação de trilhos, que é um dos nossos negócios”, destaca Piske.
Também do Estado de Santa Catarina, do município de Timbó, está presente na Railway Interchange, a Metisa – Metalúrgica Timboense. A supervisora de exportação da Metisa, Elis Regina Tredesini, explica que a empresa atua em diversos segmentos. Para o setor ferroviário, a empresa é especializada na fabricação de talas de junção, placas de apoio e dormentes de aço. “Nosso objetivo na Railway Interchange é contatar nossos clientes, tanto os que estão expondo, quanto os que estão visitando a feira. Buscamos também prospectar novos negócios e obter informações valiosas de mercado: demanda, concorrência, produtos, novidades e tendências”, revela Elis Regina.
A Brastan Indústria e Comércio de Máquinas, com sede em São Paulo (SP), também apostou no sucesso da feira norte-americana. A empresa fornece sistemas para inspeção de via permanente, com foco em geometria e ultrassom de trilhos. Parte destes produtos é importada. O diretor de vendas da Brastan, Bruno Saraiva, explica que no caso da compra de produtos internacionais, os representantes da empresa acompanham seus clientes aos estandes onde os produtos estão sendo demonstrados, assim como às visitas técnicas aos fabricantes. Além disso, destaca Saraiva, que a presença na feira é importante para fortalecer o relacionamento com empresas internacionais que distribuem os produtos da Brastan no mercado externo. Saraiva revela que a empresa já está se preparando para participar da Innotrans, na Alemanha, ou no estande brasileiro ou com estande próprio.
A CTF Technologies do Brazil, empresa com sede em São Paulo (SP), que atua no controle e no gerenciamento do processo de abastecimento de combustíveis para frotas, indústrias, mineradoras e ferrovias, aproveitou a feira para lançar um novo produto. Trata-se de um sistema inédito de controle de consumo de diesel, combustível utilizado pelas locomotivas, que foi desenvolvido inicialmente para utilização pela Vale na Estrada de Ferro Carajás (EFC). Conforme o diretor comercial da CTF, Paulo Bonafina, o diferencial desta tecnologia é a grande precisão obtida e o processo de coleta remota de informações.
Além disso, permite o controle de consumo por trecho de ferrovias o que possibilita às empresas o controle efetivo do modo de condução das locomotivas pelos maquinistas. Esse processo gera dados e informações que permitem aos gestores da empresa estabelecer indicadores e metas de desempenho. “Nosso objetivo maior é melhorar os índices de eficiência energética e, por consequência, reduzir a emissão de poluentes na atmosfera”, ressalta Bonafina.
A empresa Acumuladores Moura sempre participar de eventos nacionais e internacionais. Segundo o executivo de contas da empresa, Luciano De Donato, o objetivo da participação na feira é divulgar os produtos ferroviários que foram desenvolvidos seguindo os mais elevados padrões de qualidade mundial para atender à demanda do mercado brasileiro e internacional. “Muita gente associa a marca Moura ao segmento automotivo e desconhece que a empresa também é líder de vendas no Mercosul no segmento de baterias industriais. Agora, também está entrando com toda força no setor de ferroviário”, ressalta Donato.
Ele explica que a Moura percebeu que havia a falta de um player nacional que atuasse no segmento de ferroviário. “Em função dos projetos de expansão das ferrovias e dos grandes investimentos que serão feitos no setor, a empresa entendeu que era o momento para desenvolver um produto ferroviário. Além disso, também criou unidades de serviços especializadas em manutenção preventiva e corretiva para as baterias ferroviárias”, completa Donato.
As empresas de consultoria brasileiras também marcam presença na feira Railway Interchange. Exemplo é a Sysfer Consultoria & Sistemas, que está participando do Pavilhão Brasileiro. A empresa, do Rio de Janeiro (RJ) presta consultoria na área de engenharia ferroviária e soluções de Tecnologia da Informação (TI). De acordo com o diretor da Sysfer, Paulo Cepeda, faz parte da política estratégica da empresa a participação em eventos nacionais e internacionais. Um deles é a Feira Negócio nos Trilhos, realizada anualmente em São Paulo e que é uma das mais importantes do setor ferroviário. No ano passado, a empresa também participou da Innotrans, na Alemanha, que é a principal feira metroferroviária da Europa. Além da prospecção de novos clientes e da divulgação da empresa, Cepeda destaca que considera importante apoiar a participação do Brasil em eventos do porte da Railway. “Considero fundamental para a internacionalização e globalização dos produtos, marcas e serviços de empresas brasileiras no exterior”, ressalta o diretor da Sysfer.
A Trimble, empresa norte-americana que produz equipamentos e soluções voltadas para o desenvolvimento de infraestrutura também está presente no Pavilhão Brasileiro. Isso porque a empresa possui filial, distribuidores e fábrica no Brasil. Entre os produtos voltados especialmente para o segmento ferroviário estão os sistemas de apoio ao planejamento e traçado para a construção de novas infraestruturas, como novas linhas ferroviárias; equipamentos para mapeamento de ativos como sinalização, trilhos e dormentes; equipamentos de inspeção da geometria das vias; sistemas de monitoramento e controle via GPS para as frotas de manutenção, locomotivas e vagões.
De acordo com gerente regional para a América Latina da Trimble, Ricardo Garri, a empresa decidiu fazer parte do estande brasileiro para estreitar o rel
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