O presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários(ANTF), Rodrigo Vilaça, participou do programa Brasilianas ontem, dia 24, às 22 horas. O executivo falou sobre o transporte ferroviário de cargas, que passa por uma fase de renascimento. A malha ferroviária brasileira possui hoje cerca de 29 mil quilômetros de extensão. Desde que foi arrendada para a iniciativa privada, em 1996 e 1997, as ferrovias já receberam mais de R$24 bilhões em investimentos.
O programa Brasilianas.org hoje, discutiu, ao vivo, a questão da infraestrutura ferroviária. Assuntos que foram abordados: a participação das ferrovias no transporte de cargas no Brasil e sua importância para aumentar a eficiência e diminuir os custos; os novos investimentos no setor, como o PAC; a expansão da malha férrea; os gargalos da infraestrutura; e, por último, o modelo das concessões das ferrovias e o marco regulatório do setor.
Além do presidente-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, , o jornalista Luis Nassif recebeu no estúdio da TV Brasil em São Paulo: o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Bernardo Figueiredo.
Em 2010, 25% do transporte de carga no país foi feito em ferrovias e 58% realizado em rodovias, segundo dados da Associação Nacional do Transporte Ferroviário (ANTF). Nos Estados Unidos, a proporção é diferente: 43% das cargas são transportadas por trens e 32%, em rodovias. Este predomínio do modal rodoviário implica em custos maiores com logística. De acordo com o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), se o Brasil tivesse uma matriz de transporte similar a dos EUA, o custo com o transporte seria R$ 90 bilhões menor que o atual. Isso porque, ainda de acordo com o Ilos, o custo para transportar mil TKUs (toneladas por quilômetro útil) por rodovias é de R$ 260, e em torno de R$ 38 para mil TKUs no modal ferroviário.
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O Ministério dos Transportes prevê que, em 2025, a matriz de transportes seja dividida em 35% das cargas levadas por ferrovias, 30% por rodovias, 29% pelo modal aquaviário, 5% por dutos e 1% pelo transporte aéreo. Para isso, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai destinar R$ 46 bilhões para a expansão da malha ferroviária em 4.696 quilômetros. Apesar disso, ainda é um valor menor do que o previsto para as rodovias, em torno de R$ 50 bilhões.
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