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Ferrovias devem receber R$ 56 bilhões até 2013

O chefe do Departamento de Análise Econômica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fernando Pimental Puga, apresentou ontem em Campinas as perspectivas de investimentos no Brasil para o período de 2010 a 2013. A base de dados leva em conta a participação do BNDES no conselho de administração das empresas e também os projetos que são apresentados ao banco para financiamento.


Os setores de infraestrutura, industrial e de edificações devem movimentar no período R$ 1,324 trilhão em investimentos, um crescimento de 9,1% em relação à demanda registrada no período de 2005 a 2008. O setor industrial deve demandar a maior parte dos investimentos previstos da ordem de R$ 549 bilhões, com destaque para petróleo e gás, com R$ 340 bilhões; seguido de mineração, com R$ 52 bilhões; siderurgia (R$ 51 bilhões); química (R$ 34 bilhões); automotivo (R$ 32 bilhões); eletroeletrônico (R$ 21 bilhões) e papel e celulose (R$ 19 bilhões).


O setor de infraestrutura vai movimentar R$ 310 bilhões, com destaque para energia elétrica, com R$ 98 bilhões; seguido de telecomunicações (R$ 67 bilhões); saneamento (R$ 39 bilhões); ferrovias (R$ 56 bilhões); rodovias (R$36 bilhões) e portos (R$ 15 bilhões).


Fernando Puga destacou que no setor ferroviário, a maior demanda ocorrerá em função da implantação do trem de alta velocidade (TAV), que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, da ordem de R$ 32 bilhões.

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O restante dos investimentos previstos para o setor levam em conta o PAC 2, que pretende incrementar a malha ferroviária do País principalmente para o setor de logística para transporte de grãos.


O setor de edificações deve movimentar R$ 465 bilhões. “Um impacto maior deve ocorrer no setor de construção, no qual 25% dos investimentos são construções residenciais. Levando-se em conta o setor como um todo, envolvendo grandes obras, ele representa 45% dos investimentos”, diz.


O chefe do Departamento de Análise Econômica do BNDES disse que, quando a taxa de investimento da economia cresce, a demanda por crédito também aumenta, e o destino dos investimentos é cíclico, conforme o cenário econômico. Antes de 2004, a procura maior era por crédito para modernização – compra de máquinas e equipamentos.


Os financiamentos de projetos de longo prazo, novas plantas ou modernização, cresceram a partir de 2005. Para o período 2010-2013, a infraestrutura deve dominar a demanda por conta dos grandes eventos esportivos no País.

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Fonte: DCI

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