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Setor mineral vai investir US$ 40 bi no Pará

A indústria mineral deverá investir no Pará, ao longo dos próximos quatro anos, cerca de US$ 40 bilhões, o equivalente a R$ 72 bilhões, pelo câmbio atual.


Ao dar ontem (10) a informação, o presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Eugenio Victorasso, destacou que o maior volume de aplicações no período estará a cargo da indústria extrativa, com US$ 25,671 bilhões, vindo a indústria de transformação em segundo lugar, com US$ 11,118 bilhões.


Em infraestrutura e transporte, os investimentos projetados pelo setor no Pará, de acordo com o presidente do Simineral, deverão alcançar, até 2014, o montante de US$ 2,704 bilhões. A quase totalidade ficará a cargo da Vale, que prevê aplicações de US$ 2,6 bilhões em logística na Estrada de Ferro Carajás, incluindo a construção de um ramal ferroviário de 110 km até Canaã dos Carajás. A Vale vai investir também US$ 41 milhões na ampliação do porto de Vila do Conde, enquanto a Anglo Ferrous tem projetada a construção de um porto flutuante em Curuçá, a um custo de US$ 63 milhões.


O Simineral, hoje com seis empresas associadas, foi criado em 2007, mas só começou a trabalhar efetivamente no ano passado. “O objetivo foi criar um ambiente institucional de reflexão e articulação para o desenvolvimento da atividade mineral no Pará”, disse Victorasso.

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Embora a atividade não tenha entre suas características a absorção intensiva de mão-de-obra, a pujança do setor mineral na economia já é hoje tão forte que acaba se refletindo positivamente também no mercado de trabalho.


O presidente do Simineral informou que, pelas estimativas disponíveis, a indústria mineral já responde hoje no Pará por cerca de 142 mil empregos.


O mercado de trabalho no setor mineral experimentará ainda uma extraordinária expansão nos próximos anos, com os pesados investimentos já programados até 2014. Deles resultarão alguns empreendimentos de porte gigantesco, como é o caso do projeto ferro S11D, em Canaã – o equivalente a um novo Projeto Carajás – ou de grande efeito multiplicador, como o complexo siderúrgico a ser instalado em Marabá. As perspectivas em relação à geração de empregos são tão favoráveis, conforme frisou Victorasso, que a grande preocupação hoje reside na formação e qualificação de pessoas para o atendimento de uma demanda que tenderá a crescer de forma quase explosiva.


O peso avassalador da indústria mineral no conjunto da economia paraense está refletido também nos números relativos às exportações. Com base em dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio relativos ao exercício de 2009, o setor mineral respondeu, sozinho, por 85% do total das vendas externas do Estado, cabendo à indústria extrativa 58% do total (US$ 4,9 bilhões) e à indústria de transformação, 27% (US$ 2,2 bilhões). Aos outros produtos que compõem a pauta de exportação do Pará, incluindo os tradicionais, como madeira, pescado, pimenta e castanha, coube a modesta participação de 15%, ou US$ 1,2 bilhão.


Setor resistiu à crise mundial


Os números da indústria mineral revelados ontem mostram que o setor, no Pará, saiu-se melhor do que se poderia imaginar com a crise que abalou o mercado mundial a partir do segundo semestre de 2008.


Ficou claro, por exemplo, que a queda na exportação mineral no ano passado, da ordem de 22%, não conseguiu nem mesmo reduzir as expectativas de produção, geração de empregos e investimentos. “As empresas de mineração já voltaram a contratar”, afirmou o presidente do Simineral, acrescentando que os dados do Ministério do Trabalho e Emprego confirmam, desde julho do ano passado, sucessivos saldos positivos na geração de emprego direto no setor, tanto na indústria extrativa quanto na de transformação.
Entre os principais produtos exportados pela indústria extrativa mineral do Pará em 2009, está o minério de ferro. O Pará estabeleceu novo recorde histórico em volume exportado em 2009, com 85 milhões de toneladas, contra 79 milhões de toneladas no ano anterior.


O efeito mais sensível da crise se fez sentir principalmente com a queda dos preços. Mesmo tendo exportado seis milhões de toneladas a mais de minério de ferro em 2009, o Pará registrou uma pequena queda na receita. Foram US$ 3,813 bilhões, contra US$ 3,840 bilhões em 2008.

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Fonte: Diário do Pará

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