Que tal o VLT cearense já disponível no mercado nacional para inovar o transporte coletivo da grande Curitiba? Produzido pela empresa Bom Sinal, desde 2008, é movido a biodiesel ecologicamente correto, e permite o uso de velhos ramais ferroviários ociosos ou de entorno excessivamente urbanizado. O VLT tupiniquim já funcionando em fase experimental entre Crato e Juazeiro numa linha de 14 km. Em outubro será inaugurado o VLT de Maceió. A capital de Alagoas inova ao adaptar sua malha ferroviária urbana conforme projeto conduzido pela CBTU. Para 32 km de linhas o investimento é de apenas R$ 160 milhões. Recife também já adapta seus trilhos, com operação prevista entre os subúrbios de Cajueiro e Cabo. O VLT fabricado pela Bom Sinal, em Barbalho no Ceará trata-se de um trem unidade biodiesel hidráulico(TUHD), construído em aço galvanizado, com sistema hidráulico fornecido pela Voith (Power Pack) e participação da empresa Trends.
Os VLTs, com capacidade de 500 pessoas cada três vagões, são climatizados, tem suas carrocerias fabricadas em Caxias do Sul como nossos bi-articulados. Poderiam ser instalados, por exemplo, no ramal ferroviário entre Curitiba, Tamandaré e Rio Branco do Sul, ou entre Curitiba, Pinhais e Piraquara. Já não é hora da nossa Prefeitura de Curitiba prestar atenção em soluções inovadoras e criativas? A invés do delírio de um metrô de ridículos 13 km, orçado a R$ 3,5 bilhões, isto é, R$ 269 milhões por km. Neste início de agosto, em Curitiba, novo acidente com ônibus Ligeirinho em movimento, desta vez no Capão Raso, na linha Sítio Cercado. O ônibus , parte integrante de um sistema com vida útil vencida já há tempo, abriu suas portas ameaçando passageiros.
Aliás, dia 11 completa-se o segundo mês do acidente fatal que matou dois curitibanos e feriu outros 32 cidadãos na Praça Tiradentes. Até hoje nem a Urbs, nem a Prefeitura de Curitiba divulgaram os resultados da prometida perícia. Dá impressão de um silêncio de cumplicidade inquietante, regiamente recompensado.
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