A francesa Saft, que projeta e fabrica baterias para a indústria, quer expandir sua atuação no Brasil. O foco da empresa no país para o setor ferroviário é introduzir as baterias alcalinas no mercado e conquistar o setor de cargas. As baterias servem para dar o arranque no motor das locomotivas.
No final do ano passado, a Saft abriu um escritório no Brasil, em Barueri, região metropolitana de São Paulo, e já possui contratos de fornecimento com as principais fabricantes instaladas no país – como Alstom, CAF e Siemens –, que correspondem por metade dos projetos de passageiros em andamento.
Agora, a empresa quer estreitar os laços com as ferrovias de carga. “É um mercado difícil, e por isso estamos visitando todos os clientes”, afirma Guido Petit, diretor da Saft do Brasil. Segundo ele, as baterias alcalinas já foram largamente utilizadas no país. “A meta agora é reeducar o mercado brasileiro sobre as vantagens desse tipo bateria.”
Apesar de custarem o dobro do preço das baterias ácidas, as alcalinas são 30% mais leves e têm durabilidade até três vezes maior, podendo chegar a 20 anos de vida útil. Além disso, segundo o executivo, possuem maior resistência a altas temperaturas, operando com menos desgaste nas locomotivas que trafegam em malhas do nordeste.
Além do Brasil, a Saft também está de olho nos outros países do BRIC. A empresa já possui fábrica na Índia e monta baterias na China, além de estar desenvolvendo o plano de expansão para a Rússia e África do Sul. E não descarta a construção de uma fábrica também no Brasil. “Já falamos sobre isso. Vai depender do mercado”, afirma Guido Petit.
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