Quatro anos depois da criação de normas para facilitar o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção aos trens, o Metrô de São Paulo decidiu implantar minirrampas para reduzir os vãos existentes entre as plataformas e as portas das composições nas estações Sé, a maior do sistema, e Itaquera.
Hoje, as plataformas dessas estações não se enquadram nas exigências elaboradas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) porque o vão é maior do que 10 cm, espaço máximo para a segurança de cadeirantes e outras pessoas com dificuldade de andar.
Segundo o Metrô, a melhora vai beneficiar também idosos, obesos, gestantes e pessoas com crianças de colo. Os projetos-pilotos serão aplicados nas duas estações e depois estendidos a outros terminais do metrô. Como não é possível mexer nos trens e nas plataformas, o metrô optou por criar os chamados “pentes prolongadores”.
Embora o prazo definido por decreto federal para a adequação das estações termine em 2014 e a acessibilidade só seja obrigatória em ao menos um ponto de embarque, os técnicos da companhia optaram por adaptar todas as plataformas.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
A necessidade de reduzir os vãos entre os trens e a plataforma, segundo o Metrô, ocorre porque há “grande carregamento e conseguinte conflito de usuários nas operações de embarque e desembarque”.
Disputa
Essa disputa é diária, diz o aposentado Vitor Jorge, 72, que usa bengala e ontem à tarde tentava embarcar na Sé.
Segundo ele, ao menos para o idoso, há mais problemas para entrar nas composições. “Dizem que o primeiro vagão é para o idoso, mas ele é usado por quem quiser, não é preferencial. Não tem ninguém fiscalizando isso.”
Como não existe um sistema pronto, o Metrô pretende contratar uma empresa para elaborar protótipos dos “pentes”.
Os primeiros protótipos, prevê a companhia, devem estar instalados nas duas estações até agosto de 2010, para depois ser espalhado pelas demais. Como o processo está no início, a companhia diz ainda não ter orçado o investimento.
A Folha questionou o Metrô sobre acidentes devido aos vãos, mas a empresa respondeu somente que o número “não é significativo”. Outras medidas, como avisos sonoros e placas de orientação, já existem.
Seja o primeiro a comentar