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Trem: passagens em nível são perigosas

Passagens em nível (cruzamentos de linhas férreas com ruas ou rodovias) costumam ser perigosas para passageiros de trem, motoristas e pedestres. No acidente desta segunda-feira, com dois mortos, em São João de Meriti, há a suspeita de falha na sinalização, o que costuma provocar tragédias.


Como a ocorrida em junho deste ano: o comerciante José Leite dos Santos, de 60 anos, morreu quando um trem da MRS Logística atingiu sua Kombi, na passagem de nível da Rua Dona Vitalina, em Palmeirinha, Nova Iguaçu. Segundo testemunhas, o veículo dirigido por José enguiçou poucos metros antes dos trilhos. Ele, então, decidiu empurrá-lo para o outro lado da ferrovia, mas acabou atropelado pelo trem. Moradores do local contaram que o maquinista não fez sinais sonoros para alertar sobre a aproximação do trem. O maquinista, por sua vez, garantiu ter usado a sinalização devida, com buzina, farol e sino. A composição – com duas locomotivas e 25 vagões – levava 3.072 toneladas de bobinas de alumínio.


Em novembro de 2005, a 3ª Vara Cível do Rio de Janeiro condenou a SuperVia a pagar R$ 40 mil de indenização por danos morais e estéticos a Francinete Maria de Jesus Rodrigues, de 80 anos. Em maio de 2000, ela atravessava a linha ferroviária em Santíssimo, por uma passagem de nível, aberta para a travessia de pedestres, quando veio um trem sem que houvesse nenhum sinal visual ou sonoro no local. Francinete foi atingida no braço pela composição, sofrendo sérias lesões, tendo que se submeter à cirurgia e colocação de platina.


Em outubro de 2005, outra condenação para a SuperVia. A 33ª Vara Cível do Rio obrigou a empresa a pagar indenização de R$ 75 mil por danos morais a Pedro Corrêa, cuja mulher morreu ao ser atropelada por um trem da empresa. No local do acidente, usado como passagem por pedestres, não havia muro ou cancela e o sinal sonoro não funcionou. Em seu despacho, a juíza Lecília Ferreira Lemmertz disse que, se houvesse sinalização sonora e uma cancela, a mulher do autor da ação saberia que um trem se aproximava do local. Segundo a juíza, o sinal luminoso que estava em funcionamento não era suficiente para evitar acidentes.

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Em agosto de 1999, um sargento da Marinha morreu quando atravessava a linha férrea de bicicleta no bairro Porto Velho, em São Gonçalo. Ele seguia do Barreto para Itaboraí quando foi colhido por um trem de passageiros. Segundo moradores contaram na época, o local era escuro e sem sinalização.

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Fonte: Globo Online

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