O último vagão de um trem carregado de açúcar descarrilou às 14h50 de ontem em Bauru. O acidente aconteceu nas imediações do Jardim Rosa Branca. A composição, formada por 18 vagões carregados com 80 toneladas cada um, seguia de Tupã para o porto de Santos. Não houve feridos e nem danos ambientais. Com a notícia do acidente, a população do bairro foi até o local com baldes na esperança de conseguir algum açúcar do vagão, mas o produto não vazou. A Polícia Militar (PM) foi acionada para evitar saques e tumultos.
Equipes da via permanente e segurança da América Latina Logística (ALL), empresa que assumiu a malha férrea das ferrovias Ferroban, Ferronorte e Novoeste em maio de 2006, trabalharam no local para a retirada dos vagões. A previsão era que a via seria liberada até o final da noite de ontem.
Uma das hipóteses levantadas para a causa do acidente, não confirmada pela empresa, é que por conta do calor os trilhos da ferrovia dilataram-se, causando o descarrilamento. Apenas o último vagão saiu da linha e andou cerca de 50 metros fora do trilho quebrando dormentes e destruindo outras peças, até parar. O vagão não chegou a tombar, frustrando dezenas de pessoas que planejavam pegar açúcar da composição. Para evitar tumultos ou o saque da mercadoria, a PM permaneceu até à noite no local.
A causa do acidente está sendo investigada pela empresa e um laudo deve ser apresentado em até 30 dias. O ramal Tupã-Bauru foi reativado no último dia 15, após cinco anos sem uso. Atualmente passam duas composições de carga diariamente na linha.
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De acordo com a ALL, para viabilizar a retomada da circulação com segurança, a empresa investiu em campanhas educativas, trocou 26 mil dormentes, reforçou os lastros de sustentação e fez a revisão completa da integridade dos trilhos nos 202 quilômetros que compõem a linha. O acidente de ontem foi o primeiro deste ano em Bauru, mas no último trimestre do ano passado foram registrados seis casos.
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