O Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) esteve reunido com a Secretaria de Infraestrutura, nesta segunda-feira (22), para discutir a viabilidade de construção de uma nova ferrovia, a ES 354 – Transcontinental.
De acordo com o vice-presidente do conselho, Luiz Garcia, o traçado da ferrovia prevê o início da estrada de ferro em Palmas (TO), passando por Uruaçu (GO), Cocalinho (MT), Ribeirão Cascalheira (MT), Lucas do Rio Verde (MT) e terminando em Vilhena (RO). Até o momento, apenas o traçado está definido, e a viabilidade econômica do projeto está sendo analisada.
Garcia explicou que Fiemt se preocupa com a questão do escoamento dos produtos que são industrializados no Estado, e busca meios para que possam contribuir para a expansão e a melhoria da logística de transportes. Sabemos que existe uma precariedade no transporte e o conselho busca mobilizar, fazer uma intermediação com os Governos estaduais e federal, em busca de melhores condições, observou.
Em Mato Grosso, a licença ambiental para que a única ferrovia existente no Estado, a Ferronorte chegue até Cuiabá está pronta. As obras da estrada de ferro estão paradas no município de Alto Araguaia (451 km ao Sul), que englobou a primeira etapa interligando a cidade com o município de Aparecida do Taboado (MS), onde começa a ponte rodoferroviária sobre o Rio Paraná.
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O projeto nasceu em 1989, para interligar o Centro-Oeste e a Amazônia Legal ao Sul do Brasil. A segunda etapa da Ferronorte alcançará Cuiabá (MT), no km 1.056, passando por Rondonópolis (MT), no km 800 e, de lá, partirá para a terceira etapa com uma bifurcação na ferrovia, formando um Y, seguindo à esquerda por mais 1.500 km até Porto Velho, em Rondônia e, à direita, até Santarém, no Pará, com mais 2.000 km.
PAC
O vice-presidente do Conselho da Fiemt disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em todo o Estado, também foi pauta da reunião. A discussão foi em torno do atraso das obras, detectando o que foi feito e o que falta fazer, para que a entidade possa colaborar com o destravamento, para que as obras saiam do papel. Das obras do PAC, apenas 3% foram concluídas, e temos uma grande preocupação com isso. Existem várias dificuldades e precisam ser sanadas, disse Luiz Garcia.
Ele observou que discutir as obras do PAC é uma orientação da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). As reuniões são feitas e um relatório é emitido para a entidade, que decidirá quais os encaminhamentos a serem tomados. Ele esclareceu que em Cuiabá o maior problema está relacionado a sobrepreços em alguns produtos. Para sanar o problema, é necessário que as empresas envolvidas aceitem fazer um reajuste nos valores.
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