O Estado solicitou recursos da linha de Financiamento de Estudos de Viabilidade para a realização de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental de implantação de ferrovia entre o oeste e o litoral. O valor da doação está estimado em um milhão de euros.
Este é um dos principais projetos indicados pelo Peltbahia e que, seguramente, trará para o estado uma solução de integração regional de uma extensa área, com potencial para o incremento do agronegócio e verticalização desse setor. Isto coloca o projeto como um marco de grande importância estratégica, reforçada pela manifestação de interesse de diversas entidades privadas, afirmou o secretário de Infra-Estrutura, Cláudio Melo.
No pedido encaminhado, nesta quarta-feira (11/10), ao ministro de Indústria, Turismo e Comércio da Espanha, Joan Clos I Matheu, o Governo do Estado ressalta a natureza estratégica do projeto, que se converterá em importante corredor de interligação entre o oeste da Bahia e o Oceano Atlântico. O projeto atenderá também ao norte do estado de Minas Gerais, aos estados de Goiás e Tocantins e ao Distrito Federal, tendo em vista o potencial de transporte de carga (soja, milho, algodão, café, fertilizantes, madeira, gusa, combustíveis e outros produtos industrializados) da ordem de cinco milhões de toneladas anuais.
A esse total deve-se somar a produção da recém-confirmada reserva de minério de ferro localizada na região do município de Caetité, adiantou o secretário Cláudio Melo. O secretário se empenhou particularmente para obter esta possível doação, tendo ido à Brasília em setembro para fazer uma consulta prévia ao Conselho Econômico e Comercial da Embaixada da Espanha no Brasil.
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Após a apreciação da proposta do Governo da Bahia, os espanhóis manifestaram a possibilidade da doação, baseando-se em outra solicitação do Estado para o estudo de implantação da plataforma logística de Juazeiro e que, agora em novembro, terá o seu relatório final apresentado ao governador Paulo Souto.
A doação dos recursos para o estudo da ferrovia Leste-Oeste será feita através do FEV, que é um instrumento de política comercial gerenciado pela Direção Geral de Financiamento Internacional do Ministério de Economia da Espanha. O FEV divide-se em três modalidades: pública, privada e multilateral. Na modalidade pública, trata-se de um instrumento financeiro de cooperação que permite financiar os estudos de viabilidade realizados por empresas espanholas para projetos ou programas de interesse comum nos países beneficiários.
INVESTIMENTOS – Com a Ferrovia Leste-Oeste, o Governo do Estado pretende atrair novos investimentos para a Bahia, concorrendo para a ampliação e diversificação de sua matriz produtiva, com a ampliação das possibilidades de transporte, oferecendo o modal ferroviário, de menor impacto energético e ambiental, como alternativa ao modal rodoviário; promover a intermodalidade através de uma maior e melhor articulação com os demais sistemas de transportes; proporcionar o crescimento econômico do estado, com benefício para o Sudoeste do Piauí, Sul do Maranhão e parte do Centro-Oeste brasileiro, representado pelo Distrito Federal, Goiás e Tocantins.
O Governo do Estado pretende que a ferrovia Leste-Oeste se converta no principal corredor de transportes da Bahia e, em longo prazo, possa se conectar a outros empreendimentos ferroviários que venham a ser desenvolvidos com direção ao Centro-Oeste brasileiro, e, posteriormente, até a outros paises sul-americanos. No cenário atual, as regiões de influência imediata da obra se caracterizam pela produção predominante de soja, algodão, café, milho e frutas, atualmente sem alternativas de escoamento além do modal rodoviário, justificou Claudio Melo.
O secretário de Infra-estrutura disse que o estudo deve analisar, também, a demanda de retorno (contrafluxo) de fertilizantes químicos e derivados de petróleo produzidos na Região Metropolitana de Salvador, com
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