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SP corre risco de perder R$ 33 bi com trânsito

A cidade de São Paulo deve perder neste ano cerca de R$ 33,1 bilhões com os congestionamentos, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção leva em conta custos com o tempo perdido pelos trabalhadores em engarrafamentos, gastos com combustível, com problemas causados à saúde pela poluição e com o atraso na entrega de cargas.


O estudo foi preparado pelo economista Marcos Cintra, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e apresentado ontem em seminário realizado na capital sobre o desafio da mobilidade urbana. Segundo ele, o prejuízo acumulado com os congestionamentos somava R$ 11,1 bilhões em 2000 e, em 2004, era de R$ 19,3 bilhões. A tendência é piorar, avisa. A única alternativa para o caos no trânsito, sugere, é a velha receita do transporte coletivo de boa qualidade e em disponibilidade suficiente.


Presente ao evento organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o ministro das Cidades, Marcio Fortes, concorda que São Paulo precisa no mínimo triplicar sua linha de metrô, hoje de apenas 60 quilômetros, mas informa que o anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC da Mobilidade, previsto para o fim do ano, pode atrasar.


Dependemos da decisão sobre as cidades que vão sediar a Copa do Mundo em 2014, pois elas terão prioridade nas obras, afirma Fortes. O ministro diz que, para obras do Metrô, estão previstas verbas de R$ 3,5 bilhões, sendo que R$ 1 bilhão virá de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Parte do investimento também virá de empresas privadas.

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Cintra diz que a cidade de São Paulo recebeu, de janeiro de 2003 a março deste ano, 683 carros a mais por dia. Só em automóveis, a frota atualmente é de 4 milhões de veículos. Com motos, caminhões, ônibus e outros veículos, chega aos 6 milhões. Medidas como o rodízio já não surtem mais efeito.


O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, afirma que o tema da mobilidade é mundial e que são necessárias políticas de longo prazo para buscar soluções. Alerta, porém, que o automóvel é um objeto de desejo, um símbolo de realização pessoal e de liberdade e que não se pode, num determinado momento, escolher quem deve ou não ter um carro, referindo-se a críticas de que a indústria automobilística deveria reduzir sua produção, que neste ano será recorde, com mais de 3 milhões de veículos. Cabe à indústria desenvolver e produzir veículos que otimizem a mobilidade, como modelos compactos, movidos por combustíveis alternativos.


 

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Fonte: O Estado de S. Paulo

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