O risco de nova sabotagem nos trens da SuperVia levou o Estado-Maior da PM a organizar um plano de emergência para evitar novos atos de vandalismo no Rio de Janeiro. Desde domingo, de 80 a 100 policiais do Batalhão de Choque viajam com fuzis em vagões dos ramais de Deodoro, Japeri e Santa Cruz para evitar novos tumultos. Os PMs também circulam nas plataformas de Deodoro e Central do Brasil. Policiais armados ficam até dentro das composições, ao lado dos maquinistas.
PMs contiveram multidão revoltada com pane em Nilópolis, há 7 dias. É um trabalho de prevenção para garantir a ordem pública e dar segurança aos passageiros¿, explicou o tenente-coronel Robson Rodrigues, comandante do Batalhão de Choque. Ontem à noite, um trem parou a 600 m da Estação de Nova Iguaçu. PMs e agentes da SuperVia foram ao local, mas não houve confusão.
O policiamento especial é feito nos horários de pico: das 4h às 9h em direção à Central, e das 16h às 21h em direção a Deodoro. Como as composições passam por áreas de risco, o plano de emergência prevê apoio de policiais de outros batalhões. Em caso de confronto, contamos com esse suporte para evitar pânico nos vagões, explicou o tenente-coronel.
A SuperVia também vai aumentar, até dezembro, de 600 para 700 o número de agentes de controle e vigilantes. Por causa da onda de ataques aos trens e estações da concessionária, maquinistas e bilheteiros estão recebendo até acompanhamento psicológico. Segundo o presidente da empresa, Amin Murad, cinco funcionários que trabalhavam na estação de Nilópolis, no dia em que ela foi depredada estão em estado de choque.
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Há uma semana, PMs usaram armas não-letais e bombas de gás de pimenta para dispersar usuários que protestavam contra paralisação de trens na Central. Sabotadores provocaram pane elétrica. Sete pessoas se feriram. Um dia antes, houve quebra-quebra nas estações de Deodoro, Nilópolis e Nova Iguaçu: 13 passageiros receberam atendimento médico.
Novo trem com ar começa a circular no ramal de Santa Cruz
Entrou em circulação ontem o 37º trem com ar condicionado, entregue pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro à SuperVia. Com capacidade para transportar mil passageiros, a composição fez a primeira viagem saindo da Central do Brasil, no Centro, em direção a Bangu, no ramal de Santa Cruz. O Plano Estadual de Transportes prevê que outra composição, também com refrigeração, será entregue até o fim do ano.
Na terça-feira à noite, Marcus Vinícius Cruz da Silva, 21 anos, morreu atropelado por trem na altura da estação de Madureira, no ramal de Deodoro, na Zona Norte. Ele e mais dois amigos, Rafael Lima Alves de Souza e Rafael Paula Alentejo, ambos de 18 anos, atravessaram a linha férrea e foram atropelados. Marcus morreu no local e os dois outros estão internados no Hospital Salgado Filho, no Méier.
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