Que o País enfrenta grandes entraves no setor ferroviário não é novidade. No entanto, algumas ações poderiam minimizar os impactos. Segundo perspectivas da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), para tornar o modal mais competitivo seriam necessários, pelo menos, 52 mil quilômetros de linhas férreas, porém, hoje encontram-se em operação apenas 28.314 quilômetros.
De acordo com um estudo realizado pela entidade, além da baixa quilometragem da malha, outra questão é o precário estado de conservação, que prejudica, aproximadamente, 38,1% da extensão ferroviária no País.
Para tentar minimizar os impactos destes gargalos, de acordo com a entidade, seriam necessárias a realização de obras de contornos e travessias nas áreas urbanas, o que reduziria o risco de acidentes, além de possibilitar o aumento da velocidade dos trens.
Ainda segundo o levantamento feito pela ANTF, são necessários, também, a execução de projetos de acesso aos portos e terminais. Isso, conforme Rodrigo Villaça, Diretor-executivo da associação, aumentaria o escoamento de cargas movimentadas por este modal.
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Para eliminar estes gargalos e viabilizar melhorias na malha, a ANTF e as concessionárias ferroviárias, ligadas à entidade, estimam que sejam necessários recursos de aproximadamente R$ 6,2 bilhões.
Intermodalidade
Outra questão apontada por Villaça é a intermodalidade. Segundo o executivo, a melhor utilização da infraestrutura no Brasil possibilitaria aumentar a eficiência e a produtividade da economia nacional, além de racionalizar o uso das vantagens de cada modo de transporte.
De acordo com o executivo, o caminhão é mais competitivo em distâncias de até 400 quilômetros, a ferrovia, segundo ele, apresenta mais vantagens no transporte de carga entre 400 e 1,5 mil quilômetros. Já o transporte marítimo é mais vantajoso na movimentação em distâncias superiores as anteriores.
“O alto custo da logística no Brasil por deficiência de infraestrutura de transporte de carga diminui a competitividade do País, refletindo no crescimento das empresas e da nação. A redução do ‘Custo Logístico’ é um fator preocupante para o Brasil alcançar o seu desenvolvimento econômico nas exportações”, finaliza Villaça.
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