Foram entregues ontem, na Secretaria de Tranportes Metropolitanos de São Paulo, os envelopes com as propostas para a licitação internacional para o fornecimento de 17 trens de seis carros do Metrô SP e 40 de oito carros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A espanhola CAF e a Alstom do Brasil são as únicas concorrentes para o metrô. Na CPTM, além da CAF, a Siemens também entrou na disputa e a Alstom se uniu à coreana Rotem e à japonesa Mistui, através do consórcio Novo Trem.
Segundo a Secretaria de Transportes, os recursos para essas aquisições já estão equacionados, vindo parte do próprio governo paulista, somando-se a financiamentos do BIRD e do JBIC (Japan Bank for International Cooperation).
Os trens serão construídos em aço inoxidável, com ar refrigerado, sistema de monitoramento por câmeras, detecção e extinção de incêndio, painéis eletrônicos de comunicação, acessibilidade total, sistema de comunicação auditiva digitalizada, registradores de eventos e sistema de freios ABS.
Outra exigência do governo é de que parte dos trens seja feita no Brasil, gerando empregos. A estimativa da Secretaria dos Transportes é de que sejam criados 3,6 mil vagas diretas e 10,7 mil indiretas.
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Os novos equipamentos irão ampliar a oferta nas linhas 1 (Azul) e 3 (Vermelha) do Metrô, que já operam no limite da capacidade máxima e da malha de trens urbanos nas linhas A e F (considerado o pior ramal da CPTM).
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