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SP começa a se recolher com avanço do coronavírus e primeira morte decorrente da doença

Aos poucos, São Paulo vai se recolhendo. A evolução dos casos de coronavírus e a notícia da primeira morte provocada pela doença está diminuindo o movimento pelas ruas da cidade. Com o esquema de home office adotado por parte das empresas, o fluxo na capital começa a se reduzir de forma acelerada. Embora o comércio esteja funcionando normalmente, o movimento despencou.

Nos bairro nobre dos Jardins, cafés e restaurantes estão com clientela reduzida, ou praticamente sem ninguém. Nas ruas o movimento maior é de pessoas passeando com animais de estimação. No centro da cidade, o trânsito aumentou um pouco para o horário por conta da liberação nesta terça-feira do rodízio de veículos. Escolas e faculdades particulares dispensaram alunos, algumas já estão com os portões fechados.

No ambulatório geral da clínica de oftalmologia do Hospital das Clínicas da USP foram suspensas as consultas e cirurgias eletivas. Estão sendo remarcadas para a partir de julho.

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Nos supermercados, clientes já reclamam da ausência de produtos, principalmente enlatados, papel higiênico, macarrão, molho de tomate, sal, açúcar e também álcool gel. As filas nos caixas aumentam a cada hora.

Análise: Como fica a geopolítica na era do coronavírus

– Está uma loucura, as pessoas resolveram fazer grandes estoques em casa. Desse jeito não vai ter abastecimento que dê conta – disse a funcionária de um hipermercado na região da Avenida Paulista.

A Associação Brasil de Supermercados (Abras) descarta o risco de desabastecimento: “Não há risco de falta de alimentos nas lojas. O setor supermercadista brasileiro opera com normalidade. Portanto, a população não precisa se preocupar, os supermercados estão preparados, inclusive, para aumentar o abastecimento, caso necessário, como já acontece em datas sazonais” informou a entidade em nota.

As linhas de trens, ônibus e metrô continuam operando normalmente, mas com um volume de passageiros abaixo da média. A diarista Antonia dos Santos disse que esta terça-feira foi uma das raras vezes em que ela fez o trajeto de pouco mais de uma hora entre Embu e a região central da cidade sentada.

– Normalmente, venho em pé. Mas hoje dava para escolher onde sentar.

A prefeitura de São Paulo havia anunciado nesta segunda-feira uma série de medidas restritivas para tentar conter o avanço do novo coronavírus. O próprio prefeito Bruno Covas decidiu mudar-se para a sede da administração municipal, onde ficará morando durante toda a crise.

Também estão cancelados todos os eventos na cidade, assim creches e escolas estão se apressando para fechar seus portões. A ideia é que todas estejam paralisadas até sexta-feira. A prefeitura tenta organizar um plano para manter a distribuição de merenda a 950 mil crianças da rede municipal.

A prefeitura de São Paulo tenta ainda disponibilizar 500 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Já é estimada uma perda de R$ 1,5 bilhão da receita tributária em São Paulo.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/sp-comeca-se-recolher-com-avanco-do-coronavirus-primeira-morte-decorrente-da-doenca-24309838

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