Valor Econômico – As ofertas de debêntures incentivadas em agosto somaram R$ 8,5 bilhões em agosto, alcançando o maior patamar para o mês, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
No ano, o volume chegou a R$ R$ 97,3 bilhões, 10,4% maior na comparação com o mesmo intervalo em 2024.
O crescimento acompanhou o maior interesse das empresas pelo título, considerando a possível taxação dos papéis a partir de 2026. Como mostrou o Valor, os sinais cada vez mais claros de que a mudança não passará no Congresso provocaram uma desaceleração dessa corrida em setembro.
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Hoje, o relator da Medida Provisória (MP) alternativa ao IOF, deputado Carlos Zarattini, confirmou em seu parecer a manutenção da isenção das debêntures incentivadas e de infraestrutura e a aplicação de uma alíquota de 7,5% sobre LIG, LCD, LH, LCI e LCA.
Em agosto, os setores de energia elétrica e transporte/logística responderam pela maior fatia das captações no ano, com saneamento e TI e Telecomunicações aparecendo em seguida. O prazo médio de vencimento dos papéis chegou a 12,5 anos, acima da média de 5,3 anos observada nas debêntures corporativas no mesmo intervalo.
No mercado secundário, as negociações das debêntures incentivadas atingiram R$ 25,9 bilhões em agosto, levando o acumulado do ano ao patamar de R$ 223,6 bilhões, montante 26,2% superior ao registrado um ano antes.
“Os volumes recordes evidenciam o papel estratégico das debêntures incentivadas no financiamento de longo prazo das empresas. E o mercado secundário cada vez mais líquido torna o instrumento ainda mais atrativo, já que os papéis podem ser vendidos rapidamente, sem a necessidade de o investidor carregar os títulos até o seu vencimento”, disse Cristiano Cury, coordenador da Comissão de Renda Fixa da Anbima, em nota.
De janeiro a agosto, o volume total de ofertas de debêntures (considerando os papéis com e sem incentivo fiscal) foi de R$ 273,5 bilhões, 3,7% menor m relação ao mesmo intervalo no ano passado.
No mercado secundário, as negociações do instrumento totalizaram R$ 560,2 bilhões, com aumento de 18,1% no acumulado do ano até agosto.
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