Figura central para o fechamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, goza de prestígio entre empresários e executivos do agronegócio e é respeitada até por críticos do governo. No entanto, é obrigada a gastar muito tempo apagando incêndios muitas vezes provocados por “fogo amigo” – mais especificamente, as polêmicas causadas pelo presidente Bolsonaro -, segundo quase duas dezenas de fontes consultadas pelo Valor nas últimas semanas.
Em meio à escalada das críticas da comunidade internacional e sob pressão da ala exportadora do agronegócio, a ministra saiu em defesa do governo que ajudou a eleger. “Tem um monte de confusão de dados [sobre desmatamento], que cada um usa como quer. Se a realidade não é boa, temos que perseguir para ela ficar melhor”, disse ao Valor. Ela admite que vai conversar com o presidente, mas nega que vá tentar convencê-lo a mudar seu discurso. “Presidente ninguém muda. Quem não gosta pode pedir para ir embora.”
Seja o primeiro a comentar