O vice-presidente da América Latina Logística (ALL) — multinacional que controla a Ferrovia Senador Vuolo (antiga Ferronorte) — Paulo Basílio, anunciou ontem o início dos estudos de viabilidade econômica para a implantação dos trilhos nos trechos Alto Araguaia-Rondonópolis e Rondonópolis-Cuiabá. A informação foi passada no final da tarde de ontem ao coordenador do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo.
Vuolo comemorou a decisão da ALL, informando que o início dos estudos pode representar a largada para a retomada das obras da Ferrovia Senador Vuolo, que se encontram paradas em Alto Araguaia (426 Km ao Sul de Cuibá) desde 2003.
Segundo ele, o estudo de viabilidade econômica será feito em função dos investimentos que serão realizados na construção dos dois trechos.
Após a conclusão desses estudos, a ALL irá contratar uma empresa para executar o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do traçado dos trilhos até à Capital do Estado.
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O Fórum Pró-Ferrovia defende a implantação do traçado original, que prevê a ligação ferroviária entre Cuiabá e Rondonópolis, passando por Santo Antônio de Leverger.
“Apresentamos à ALL a sugestão de aproximar os trilhos de Jaciara e Juscimeira sem deixar de passar por Santo Antônio de Leverger, mas passando pela reserva indígena Teresa Cristina a uma distância de pelo menos 20 quilômetros. Com isto, vamos maximizar as potencialidades turísticas da região e fomentar o transporte através da ferrovia”, sustenta Vuolo.
A reserva foi obstáculo para a continuidade das obras em 1998, quando o EIA/Rima foi apresentado pela então controladora da ferrovia, a Ferronorte. O projeto, naquela ocasião, previa a passagem dos trilhos a uma distância de apenas cinco quilômetros da reserva, o que acabou provocando o embargo da obra.
Para Vicente Vuolo, a ferrovia é vital para o desenvolvimento futuro da região e o traçado proposto pelo Fórum é o melhor para Cuiabá. “A construção da ferrovia até Cuiabá é um sonho de todos os mato-grossenses e, por isso, estamos dispostos a ir até às últimas conseqüências para estendermos os trilhos até à Capital do Estado”, afirmou ele.
Vuolo disse não compreender a ferrovia sem passar por Cuiabá. “O nosso compromisso é de que os trilhos cheguem a Cuiabá e, a partir daí, sigam o seu trajeto para Porto Velho (RO) e Santarém (PA) e cumpram o seu grande objetivo, que é o de promover a ocupação e integração da região amazônica com a região Centro-Sul do país”.
Para a ferrovia chegar até Cuiabá são necessários mais R$ 1,2 bilhão em investimentos. Deste total, R$ 700 milhões serão aplicados no trecho de 260 quilômetros entre Alto Araguaia e Rondonópolis e, o restante (R$ 500 milhões), no trecho Rondonópolis-Cuiabá.
“O desafio é montar uma equação financeira que viabilize a retomada das obras a partir de parcerias com o setor privado. E é isso que iremos buscar a partir de agora para tirarmos esta ferrovia definitivamente do papel”, disse o vice-presidente da ALL, Paulo Basílio.
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