Fusão Vale-Xstrata depende de trading suíça

Enquanto a Vale e a mineradora anglo-suíça Xstrata discutem os termos de uma possível fusão, um terceiro elemento tem nas mãos o destino do negócio. Sem a sua bênção, os planos de criar a maior mineradora do mundo são apenas conversa.


Ivan Glasenberg, de 51 anos, é diretor-presidente da trading suíça Glencore Internacional AG, uma gigante do mercado de recursos naturais. Ela é dona de 35% da Xstrata, uma das empresas de crescimento mais rápido, e agora uma das mais cobiçadas, no aquecido setor de mineração.


A Glencore construiu um negócio forte através de sua ligação com a Xstrata, algo que ela não deve entregar de mãos beijadas. Em vez de vender a sua fatia se a Vale comprar a Xstrata, ela quer trocá-la por 15% a 18% da nova empresa. O setor mundial de mineração está se consolidando rapidamente, como ocorreu com as grandes petrolíferas no fim dos anos 90: a BHP Billiton e a Rio Tinto também vêm discutindo uma possível fusão, que seria ainda maior do que a união entre a Vale e a Xstrata.


Mas o acordo não é muito interessante para o sul-africano Glasenberg e seus colegas, donos da trading, se eles não obtiverem os lucrativos direitos de comercialização de vários minérios importantes produzidos pela Vale, como a Glencore já faz com a Xstrata.


E essa exigência já está aumentando a tensão na mesa de negociações. O determinado diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, disse na semana passada que a Vale já tinha praticamente abandonado as negociações, mas os dois lados acabaram voltando à mesa. Numa entrevista coletiva na sexta-feira, ele disse que Glasenberg é um negociador muito bom, acrescentando que o admira muito.


Mas ele disse que as exigências da Glencore sobre os direitos de revenda não combinam com a visão de negócio da Vale e que o fechamento de um acordo depende não da Xstrata: depende da Glencore. Pessoas a par das negociações dizem que enquanto a Glencore não estiver pronta para aprovar um acordo, Agnelli não vai anunciar uma oferta formal pela Xstrata e provavelmente não levará adiante o negócio se não conseguir comprar a empresa inteira.


O fato de que a Glencore está negociando numa posição de vantagem não é nada surpreendente – fundada por Marc Rich, financista foragido que vendeu em 1994 a sua participação, ela é há muito tempo uma das empresas mais hábeis do setor. Os resultados dos primeiros nove meses de 2007 indicam que a Glencore deve divulgar um lucro anual de cerca de US$ 6 bilhões, comparável ao da Xstrata no mesmo ano, de US$ 5,5 bilhões.


Ainda mais impressionante é que a Glencore está para comprar uma fatia em outro titã dos recursos naturais.


A Glencore contribuiu com valiosos ativos industriais para a fusão tripla que criou a United Co. Rusal, gigante russa do alumínio. A Rusal está finalizando a aquisição de 25% da OAO Norilsk Nickel, num negócio que ela afirma que a transformará numa das cinco maiores mineradoras do mundo em valor de mercado.


A Glencore tem 12% da Rusal e pode até aumentar sua fatia na nova empresa. Apesar de ela não se envolver com as vendas da Rusal, ela tem um representante em seu conselho, através do qual fornece orientação sobre mercados. A Glencore também compra metais da Rusal.


Ao buscar participações em mineradoras em vez de dinheiro, Glasenberg dá pistas de que não prevê que o mercado já está perto de seu ápice. E se a Glencore obtiver os direitos de distribuir o minério da Vale, vai se tornar uma trading ainda mais importante de níquel, usado na fabricação do aço inoxidável, e de alumina, matéria-prima do alumínio na indústria pesada. Apesar de a Vale não estar pensando em permitir que a Glencore comercialize a sua vasta produção de ferro, traders a par dos seus planos dizem que Glasenberg pode tentar obter isso mais tarde.


A Glencore recebe uma comissão para revender parte dos metais da Xstrata e fornecer consultoria e informações sobre outros mercados. O relacionamento estreito levo

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Fonte: The Wall Street Journal (Publicado no Valor)

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