Metrô de SP é mais lotado que o de Tóquio

A superlotação no metrô de São Paulo não pára de subir, já atinge níveis até 50% acima do limite aceitável de conforto dos usuários e já supera a situação das redes sobre trilhos mais movimentadas do mundo, como Tóquio e Moscou.


Na linha 3-vermelha (Leste/ Oeste), a mais movimentada da malha paulista, os vagões que, em 2005, acumulavam nos picos da manhã 7,5 passageiros por m2 passaram a receber 9 por m2 desde 2007, segundo dados do próprio metrô -embora, pela previsão, devessem abrigar no máximo 6 por m2.


Enquanto o metrô paulista teve em torno de 10 milhões de passageiros por quilômetro de linha no último ano, em Tóquio a média foi de 8,3 milhões, segundo um levantamento do consultor Peter Alouche, que trabalhou mais de 30 anos no metrô de São Paulo.


A piora no aperto dentro dos trens se repete no restante do sistema e contribui com os atrasos dos mais de 2 milhões de clientes diários do metrô.


A Folha percorreu durante quatro dias, na última semana, um mesmo trajeto da zona leste à av. Paulista e comprovou alguns motivos da insatisfação.


Diante da superlotação nos vagões e nas plataformas, às vezes só é possível embarcar na sexta composição que passa por estações como Sé ou Carrão. E, por conta também de outros obstáculos, a demora da viagem nos horários de pico é até 60% superior ao normal.


Na linha 2-verde, a mais nobre do metrô de São Paulo, a velocidade média dos trens neste ano caiu quase 10%. Já a linha 1-azul (Norte/Sul), a mais antiga, tem se sobressaído mesmo é por interferências na frota ou na via que prejudicam a circulação por mais de cinco minutos: ela é responsável por 75% desses casos, embora seja só um terço da rede.


Em janeiro de 2008, ocorreram quatro panes técnicas em menos de duas semanas.


Reprovação


O reflexo de deficiências como essas também pode ser lido na última pesquisa do Datafolha, que verificou uma piora significativa na avaliação que a população faz do metrô -transporte que sempre foi um orgulho do paulistano.


Enquanto os congestionamentos pioram e a expansão do sistema sobre trilhos é citada como uma das saídas, a malha do metrô nunca desagradou tanta gente, a ponto de a classificação dos que a consideram ruim ou péssima quase dobrar em quatro meses, de 8% para 15%, a mais alta taxa de reprovação no histórico da pesquisa.


É verdade que a aprovação segue predominante e com larga vantagem -54% de bom ou ótimo. Mas ela também é a pior desde 1997 e, quatro meses atrás, chegava a atingir 65%. O levantamento do Datafolha, com 1.089 entrevistas e margem de erro de três pontos para mais ou para menos, foi realizado em 25 e 26 de março.


O resultado não surpreende técnicos, mas preocupa: tanto pelo desconforto dos usuários como pelo risco de incidentes/ acidentes como pela impossibilidade de melhoria significativa no curto prazo.


A principal explicação para a deterioração é a explosão do número de passageiros, motivada pela integração do bilhete único com os ônibus, aquecimento da economia e aumento da renda das classes baixas.


Em dois anos, a quantidade de usuários do metrô, que já estava saturado, saltou 19%. O resultado imediato é a superlotação dos vagões nos picos.


“Diminui a freqüência de manutenção para ter mais trens, ocorrem mais falhas. Estamos num caos porque a infra-estrutura não foi feita antes”, afirma Manoel da Silva Ferreira Filho, presidente da Aeamesp (associação de engenheiros e arquitetos do metrô).


“O conforto diminuiu, mas, por outro lado, nunca tanta gente teve acesso a esse transporte”, afirma Arnaldo Luís Santos Pereira, especialista e ex-diretor da companhia. O presidente da Emplasa (empresa de planejamento metropolitano), Jurandir Fernandes, ex-secretário dos Transportes Metropolitanos, afirma que a deterioração era “previsível” a partir da integração com os ônibus pelo bilhete único.


“Sabíamos que iria cair a qualidade do conforto. Mas, no

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Fonte: Folha de S. Paulo

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