O ex-governador Geraldo Alckmin e candidato pelo PSDB à Prefeitura de São Paulo sugeriu cautela ao analisar os números de investimentos da atual gestão no Metrô, durante encontro no Instituto de Engenharia, nesta quarta-feira (6).
Ante as constantes declarações do prefeito Gilberto Kassab de que a prefeitura investe R$ 1 bilhão no Metrô, Alckmin afirmou aos empresários que apenas 27% do valor foi investido. “Vamos botar o pé no chão. Até agora, foram investidos R$ 275 milhões, o que representa R$ 63 milhões por ano. Eu tenho um pouco de cautela. Prometo menos e faço mais.”
O Instituto de Engenharia tem cobrado dos principais candidatos o compromisso com a ampliação do metrô. Alckmin não quis citar cifras, mas prometeu destinar recursos oriundos de parcerias com a iniciativa privada e do orçamento próprio do estado e da prefeitura para fazer os investimentos.
Kassab rebate Alckmin e diz que vai investir R$ 1 bi no Metrô em 2008
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O atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), rebateu nesta quarta-feira as afirmações do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que disse que é preciso cautela ao analisar os gastos da atual gestão com o sistema de metrô da cidade.
Em evento de campanha no Instituto de Engenharia nesta quarta-feira, o candidato tucano questionou os números anunciados por Kassab, que diz ter investido R$ 1 bilhão nas obras do metrô durante sua gestão. Segundo o tucano, o prefeito investiu apenas 27% desse valor, o que equivaleria a pouco mais de R$ 60 milhões por ano.
O Alckmin não deve medir os outros pela régua dele. Eu vou investir R$ 1 bilhão no Metrô em 2008. E se for reeleito vou investir mais R$ 1 bilhão na próxima gestão, afirmou o prefeito em nota enviada por sua assessoria de imprensa.
Segundo o democrata, quem precisa ter cautela é o ex-governador, mas nas declarações equivocadas. Eu cumpro rigorosamente o que falo. Ele, não sei. No Metrô, por exemplo, em fevereiro de 2002 ele anunciou a construção da Linha 4 e prometeu terminar a obra em 2006. Atrasou tanto e trabalhou tão mal que a obra só vai ficar pronta em 2010, revidou o prefeito, partindo para o ataque contra o candidato tucano.
Ao questionar os números, Alckmin tentou evitar atacar diretamente o prefeito, afirmando que pretendia apenas colocar o fato. Até agora, o que foram capitalizados foram R$ 275 milhões. Ótimo se a prefeitura colocar R$ 1 bilhão, disse.
Marta
Alckmin também criticou a ex-prefeita Marta Suplicy, com relação a seus discursos sobre investimentos no metrô. Marta afirmou que, quando foi prefeita, tentou destinar recursos para a ampliação do sistema, mas não conseguiu aplicar a verba porque não havia projeto para a região.
Alckmin, que na mesma época era governador do estado e responsável pela ampliação do metrô, rebateu: “A ex-prefeita diz que não colocou dinheiro no metrô porque não tinha projeto. Não tem nada a ver. Não colocou dinheiro porque não quis. Na realidade, era só capitalizar o metrô porque a prefeitura é sócia do metrô”.
Coordenador da campanha de Marta Suplicy, o deputado federal Carlos Zarattini (PT) afirmou que, em 2003 a então prefeita se propôs a antecipar R$ 50 milhões da Operação Faria Lima para agilizar a construção de uma estação de Metrô, naquela época prevista apenas para 2012. De acordo com ele, as obras só foram iniciadas em 2004.
Não é possível colocar dinheiro em algo que não está feito. O Metrô não tinha nada iniciado na Faria Lima, afirmou. Zarattini também disse que Marta planejou uma operação urbana na Estação Vila Sônia, que na época não estava prevista pelo Metrô, obra ainda não licitada.
Alckmin afirmou também que, se eleito, vai dar continuidade às obras do Kassab e não vai fazer “parada para balanço”, primeiro ano de governo destinado a rever as contas da prefeitura.
Plano diretor
O presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), João Batista Crestana, criticou o plano diretor. Em linhas gerais, o plano restringe a construção na cidade, limita o número de moradores por região e cria zonas voltadas à construção de moradia popular.
“O plano diretor, em vigor desde 2004, obrigou as construtoras a uma verdadeira diáspora, fazendo com que elas passassem a desenvolver projetos em outras cidades próximas a São Paulo”.
Sobre o tema, Alckmin disse que faria uma revisão do plano diretor ainda no começo do ano que vem, se eleito, e da Lei de Uso e Ocupação do Solo.
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