O novo eixo ferroviário incluído no Plano Nacional de Viação (PNV), pelo senado, pode ser uma vitória para a Amazônia. Entretanto, existem muitas críticas a serem feitas, na opinião do ambientalista e relações internacionais da organização Preserve a Amazônia, Ricardo Mesquita.
“Esse eixo é uma proposta do lobby do setor mineral, que quer uma saída para o Pacífico para o transporte de minério, além do lobby do próprio governo, por meio da Valec”, explica Mesquita. Segundo ele, a organização Preserve a Amazônia teve um trabalho intenso no Senado, na tentativa de convencer os senadores a priorizar o modal ferroviário na Amazônia. “Soubemos dessa proposta passando no senado na ´surdina´. Tentamos convencê-los de incluir novos trechos, como Manaus-Porto Velho, mas não tivemos muita receptividade”, explica.
O eixo que liga o Peru ao Mato Grosso faz parte da Lei de Conversão 18/08. Essa lei, antiga Medida Provisória 427/08, reestrutura o setor ferroviário brasileiro, transforma a empresa Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A em uma empresa pública e finaliza o processo de extinção da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes.
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