A China pretende construir mais de dois mil quilômetros de via férrea em Xinjiang durante a próxima década, para estreitar as ligações daquela região de maioria muçulmana com o resto do país e a Ásia Central.
De acordo com a agência noticiosa oficial chinesa, estão planejadas nove novas linhas-férreas, uma delas até o Quirguistão e o Uzbequistão e outra para o Paquistão.
Atualmente, a única ligação ferroviária entre o noroeste da China e os países vizinhos da Ásia Central é uma linha de 460 quilômetros de comprimento entre Urumqi, capital de Xinjiang, e Alataw, na fronteira com o Cazaquistão.
Xinjiang, uma das regiões autônomas da China, rica em petróleo e gás natural, tem cerca de 1,6 milhões de quilômetros quadrados (mais que o dobro de toda a Península Ibérica) e apenas vinte milhões de habitantes.
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Este ano, pouco antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, vários atentados atribuídos a separatistas uigures – a maior etnia da região, de origem turca – abalaram Xinjiang. Um dos atentados matou 16 agentes da polícia.
A primeira linha ferroviária de Xinjiang abriu em 1962, mais de 40 anos antes de o trem chegar ao Tibete, a outra grande região autônoma da China vulnerável ao separatismo.
Partidários da independência do Tibete qualificaram a via férrea Golmud-Lhasa, concluída em 2006, como um instrumento para “acelerar a assimilação” do território e “facilitar a colonização chinesa”.
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