Ao contrário da maioria dos municípios de Tocantins, a festa anual de Pedro Afonso não celebra o gado, mas sim a soja. E é natural que seja assim, porque o grão domina a vida econômica da cidade e de toda a região. Mas isso vai mudar. A soja dará lugar à cana-de-açúcar. Com a chegada da Ferrovia Norte-Sul, que terá uma estação de transbordo a menos de 20 quilômetros da cidade, grandes grupos, como a Bunge, estão comprando terras para plantar cana.
A estimativa da cooperativa agroindustrial de Pedro Afonso é que a área plantada com soja caia mais de 70% nos próximos três anos. “A soja vai migrar para regiões mais distantes. Aqui em Pedro Afonso, o que vai ter mesmo é cana”, reconhece Vanderlei de Souza, gerente da Coapa. A cidade, que foi pioneira da soja no Estado, está vivendo uma mudança que se repete com mais ou menos intensidade em outras regiões que prosperaram com a produção de grãos e agora, com a grande demanda por biocombustíveis, se voltam para a cana.
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