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Privatizações injetarão mais dinheiro no setor

O Governo Federal está disposto a fazer o que for possível para garantir a expansão do setor ferroviário em 2009. A garantia foi dada pelo atual secretário-executivo do Ministério dos Transportes e ex-ministro Paulo Sérgio Passos, durante a feira Negócios nos Trilhos, realizada semana passada em São Paulo. No entender de Paulo, investir na malha ferroviária é o caminho mais viável para garantir o crescimento da cadeia logística nacional.


Nos bastidores, os comentários são de que a União pretende privatizar até 31 de dezembro do próximo ano mais de 6 mil quilômetros de ferrovias. De acordo com o Passos, essa contagem regressiva deve começar a partir de agora, pois o Governo Federal pode licitar, ainda em 2008, parte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), o que faria entrar nos cofres federais R$ 3,5 bilhões.


Paulo Sérgio Passos espera que, até 2010, o projeto chegue até Anápolis (GO). A Ferrovia Norte-Sul possui hoje 226 quilômetros e atende às cidades maranhenses de Estreito e Açailândia, onde se conecta à Estrada de Ferro Carajás (EFC), permitindo o acesso ao Porto de Itaqui, em São Luís. Segundo o secretário-executivo, em breve será feita a licitação de concessão do trecho que vai de Palmas (TO) até Estrela d’’Oeste (SP).


Outro projeto que deve viabilizar concorrência em 2009 é o da Ferrovia Oeste-Leste, entre Figueirópolis (TO) e Ilhéus (BA), com licitação prevista para o primeiro semestre de 2009 e orçamento de R$ 3 bilhões. A Oeste-Leste terá 1,5 mil quilômetros e deve custar até R$ 6 bilhões. Esse investimento se justifica pois a ferrovia abastecerá o Porto Sul, projeto do Governo da Bahia que prevê a instalação de um gigantesco complexo portuário nas proximidades de Ilhéus.

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“O modal ferroviário é um dos que menos polui o meio ambiente. Somos a bola da vez e faremos de tudo para atrair mais empresas do exterior e grandes companhias nacionais a investirem em licitações de importantes trechos de nossa malha. Os recursos estão disponíveis na praça e quem tiver mais competência para agarrá-los sai na frente”, entende o diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.

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Fonte: Portogente

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