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CPTM e Mogi das Cruzes discutirão VLT

Se depender do governo Serra, os trens de subúrbio deixarão de circular em Mogi das Cruzes em 2010, prazo para que o Expresso Leste chegue até Suzano. Com isso, o percurso entre Suzano e Mogi passará a ser feito pelo Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).


Em visita ontem ao gabinete do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), o diretor-presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Sérgio Henrique Passos Avelleda, defendeu o VLT em substituição ao Expresso Leste, promessa de campanha do governador Serra para a Cidade.


No encontro de ontem, ficou agendado para as 19 horas do próximo dia 26 (uma segunda-feira), uma reunião no Município, em local ainda indefinido, entre os mogianos e representantes da CPTM para discutir o futuro do transporte ferroviário da Cidade.


Apesar de afirmarem que o evento será somente um espaço para discussões – no qual não serão tomadas decisões – Bertaiolli e Avelleda deram a entender que usarão a oportunidade para tentar persuadir a sociedade a aceitar o VLT ao invés do Expresso Leste. “O VLT é a nossa menina dos olhos. O VLT é feito para correr dentro da Cidade. É uma técnica usada em várias cidades do mundo”, disse o diretor-presidente.

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Bertaiolli mostrou-se animado com a idéia da CPTM. “Aprendi muito sobre o VLT hoje e cheguei à conclusão de que Mogi precisa conhecer melhor o projeto. Por este motivo, no dia 26, faremos uma reunião com vários representantes da Cidade, como a Associação de Engenheiros (Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes, AEAMC), a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), sindicatos, entre outras”.


O Diário questionou Avelleda sobre os riscos de acidentes com o VLT, já que o projeto prevê a destruição dos muros ao lado da linha. “O VLT é igual ao ônibus. O risco de acidentes até diminui. Ele pode parar a qualquer momento. Quando se deixa a linha sem muros, convivendo com a comunidade, a relação fica muito mais amistosa”, acredita.


Também foi perguntado ao profissional sobre quais são os empecilhos para construir, em Mogi das Cruzes, passagens em desnível (viadutos ou túneis) para que a linha férrea deixe de cruzar com o tráfego de automóveis. A reportagem havia dito a Avelleda que esta era uma reivindicação dos usuários. Antes que o presidente falasse, Bertaiolli interveio para defender o VLT. “Isso não é verdade. O Chavedar (o secretário Municipal de Planejamento e Urbanismo,


João Francisco Chavedar) é usuário de trem e é contra um viaduto ou um túnel na Praça Sacadura Cabral. Um viaduto iria degradar o Centro da Cidade. O que tem embaixo de um viaduto? Embaixo de um viaduto não dá para urbanizar”.


Bertaiolli afirmou que o VLT permitiria a construção de novas estações ferroviárias. “O VLT é feito justamente para atender dentro da cidade. Suzano só tem uma estação ferroviária. Mas Mogi tem várias estações. O VLT poderia permitir a construção de paradas em César de Souza, no Parque Centenário e na Vila São Francisco, por exemplo”.


Outro questionamento feito por O Diário a Avelleda discute a eficácia do VLT no combate aos congestionamentos de tráfego de veículos, já que a linha férrea continuará cruzando com as ruas. “O VLT permite paradas em semáforos de modo que nem sempre a espera será de quem está nos automóveis, como acontece hoje”.


Na ocasião, o presidente da CPTM garantiu que até junho deste ano os dez trens que servem a Cidade estarão reformados, sendo que atualmente apenas seis deles passaram por intervenções. Avelleda disse também que, em caso de o VLT ser adotado, serão criadas “regras de convivência” para, em alguns trechos, dividir o transporte de passageiros com o de cargas, que hoje é realizado na Cidade pela MRS Logística.


Combate às enchentes


O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) aproveitou a visita do diretor-presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Sérgio Henrique Passos Avelleda, ontem de manhã na Prefeitura, para pedir ajuda da estatal na limpeza de rios e córregos. “Solicitei auxílio para verificar as condições dos trechos em que os córregos e rios cruzam com os trilhos da Companhia, além de ajuda para a limpeza nestes pontos”. Na ocasião, Avelleda informou que aguarda posição da Prefeitura para iniciar as obras de substituição do pontilhão do Ribeirão Ipiranga que fica dentro de área da estatal. Ao contrário do que foi feito em outros pontos, onde as trocas ficaram a cargo da empreiteira Kamilos, a CPTM irá tocar a obra no local, entre as vias Governador Adhemar de Barros e Engenheiro Gualberto, por questões de segurança.

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Fonte: O Diário de Mogi

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