“Ferrovia e fotografia no Brasil da Primeira República” traz relatos da epopéia dos pioneiros da construção ferroviária, de 1890 a 1930, mostrando como tiveram coragem e competência técnica para transformar sonhos em realidade. Grande parte das ilustrações da obra é inédita, material originário de coleções especializadas de fotografias e de cartões postais antigos raros. O livro destaca esse período, quando o trem era a promessa de ser a grande via de transporte do país, o que veio mudar anos depois.
Nesse segundo livro da trilogia da Metalivros sobre a relação entre ferrovia e fotografia (o primeiro foi “Nos trilhos do progresso. A ferrovia no Brasil Imperial vista pela fotografia”, 2007), o prólogo analisa, com emoção, o “indivíduo viajante”, que só começa a existir quando cresce o transporte naval e ferroviário. Passeia pelas transformações que o trem trouxe para o mundo desde 1841 até a atualidade.
“Ferrovia e Fotografia no Brasil da Primeira República” aprofunda-se na história dos trilhos brasileiros, a partir de 1891, quando foi promulgada a primeira Constituição daquela que é conhecida hoje como a Primeira República, ou República Velha, e vai até 1930 com a Junta Governativa e a posterior ascensão de Getúlio Vargas ao poder, com a instituição do Estado Novo.
A obra divide esta história de acordo com as regiões brasileiras. Na região Sudeste, mostra a construção das ferrovias atrelada à exportação do café. Na região Sul relaciona fatos ligados ao escoamento de carvão. No Centro-Oeste entra em cena a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que teve um destino melancólico para uma via tão promissora. Na região Nordeste, destaca as Recife and São Francisco Railway e a Bahia and São Francisco Railway. Por último, na região Norte, o protagonista é a famosa e dramática Madeira-Mamoré.
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