Até setembro, a Transnordestina Logística pretende colocar em operação 550 quilômetros de trilhos que ligam Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, a Porto Real do Colégio, no Estado de Alagoas. Esse trecho faz parte da malha ferroviária operada hoje pela companhia, com cerca de 4,7 mil quilômetros, que vai do Maranhão a Alagoas.
Essa linha estava parada há quase dez anos, quando estragos provocados por chuvas deterioraram a ferrovia. Desde 2000, governo federal e a concessionária iniciaram uma disputa para ver quem arcaria com as despesas dos reparos.
A solução veio com a Nova Transnordestina. O governo exigiu que cerca de R$ 100 milhões dos recursos liberados em financiamentos para a construção da nova ferrovia teriam de ser direcionados para a recuperação do trecho antigo. Esse trecho permite a interligação do Nordeste à regiões Sudeste e Centro-Oeste por meio da junção com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), da Vale.
Hoje, ao mesmo tempo em que pretende construir uma ferrovia de padrão estado da arte – de mais de 1,5 mil quilômetros de extensão – , a Transnordestina Logística controla na região uma malha de pouca expressão no transporte ferroviário nacional. No ano passado, carregou 930 milhões de toneladas úteis por quilômetro (TKUs). As vias padrões de referência no país, MRS Logística e ALL, transportou, respectivamente, 55,5 bilhões de TKUs e 38,2 bilhões de TKUs.
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A carga transportada em 2008 rendeu à empresa uma receita líquida de R$ 73,1 milhões e um prejuízo de R$ 10,9 milhões. Com anos e mais anos operando com a última linha do balanço no vermelho, a Transnordestina Logística acumula prejuízos de mais de R$ 250 milhões.
A Transnordestina Logística surgiu em 1997, quando um grupo de investidores arrematou em leilão de desestatização a Malha Nordeste (ex-Cia. Ferroviária do Nordetse-CFN), pertencente à antiga Rede Ferroviária Nacional (RFFSA).
No leilão, a CFN foi arrematada pela Vale, Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), Taquari Participações (grupo Vicunha) e um braço de investimentos do Bradesco por R$ 45 milhões. O consórcio herdou uma malha de 4.679 km que interligam o Maranhão a Sergipe. Com a saída dos demais sócios, apenas Vicunha e CSN permanecem hoje como acionistas da Transnordestina Logística.
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