Passados três anos do início da liberação de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção da ferrovia Transnordestina, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), responsável pela obra, só investiu 10,3% do valor total do projeto, estimado em R$ 4,5 bilhões.
Com o cronograma atrasado, a nova malha, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não estará em operação em 2010, como esperava o governo. Até o momento, apenas 96 quilômetros dos 1.193 quilômetros da ferrovia previstos para serem construídos estão prontos.
PAC: Dilma admite insatisfação com Transnordestina
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reconheceu hoje que o governo está insatisfeito com o ritmo das obras da ferrovia Transnordestina, que ligará o interior do Nordeste aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). O empreendimento, um dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), está sob responsabilidade da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), que é controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
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A ministra disse que o governo chamou a concessionária para conversar nos próximos dias e afirmou que não faltam recursos para o projeto. Ao ser questionada se poderia cassar a concessão da CFN, Dilma disse que não. “Estamos vendo com otimismo a disposição da CSN para contratar trechos de obra simultaneamente”, disse, em entrevista concedida após fazer o balanço das obras do PAC no Distrito Federal.
Questionada sobre as críticas que a oposição faz ao suposto uso político do PAC, Dilma, que já havia feito elogios à parceria com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e afirmou que o PAC é um programa suprapartidário. “A liderança é do governo federal, mas temos obras feitas com governos do DEM, do PSDB, de todos os partidos”, disse a ministra, virtual candidata à presidência da República em 2010.
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