O BNDESPar aumentou sua aposta na América Latina Logística (ALL) com a compra, por R$ 250 milhões, de debêntures que foram convertidas em ações ordinárias e ficarão bloqueadas para movimentação por três anos. O banco de fomento já era um dos principais acionistas da empresa. Também entraram na operação outros três acionistas que fazem parte do bloco de controle, o BRZ ALL – fundo de investimentos em participações, com R$ 110 milhões, a Previ, com R$ 50 milhões, e a Funcef, com R$ 54,5 milhões.
Três acionistas do bloco não participaram da oferta – Judori Participações, Hana Investments e Wilson Ferro de Lara – e cederam o direito a outros sócios. “Isso depende da disponibilidade financeira de cada um”, disse o diretor de relações com investidores, Rodrigo Campos.
O total subscrito pelo bloco de controle foi de 3.840.202 debêntures, compradas por R$ 464,6 milhões. Com isso, os controladores passaram a deter 726.159.310 ações ordinárias, que representam 57,2% do capital social votante.
A intenção da direção da empresa com a operação era abrir a possibilidade de a ALL ter acesso a novas captações, já que a companhia é uma concessionária de serviços e precisa manter o bloco de controle. “Criou-se uma gordura que pode ser diluída”, explicou o executivo que, no entanto, garante não haver nenhum estudo em andamento para acessar novamente o mercado com emissão de ações. Antes, os controladores detinham cerca de 52% das ordinárias.
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Em comunicado feito na noite de ontem, a ALL informou que, com a emissão, captou R$ 1,3 bilhão, ou 99,4% do total oferecido. Cerca de 64% das debêntures, ou R$ 827,1 milhões, foram convertidas em units (cesta formada por quatro ações preferenciais e uma ação ordinária), e já podem ser negociadas na Bovespa.
Dos 36% restantes, cada uma das 3.846.297 debêntures, correspondentes a R$ 465,4 milhões (sendo R$ 737,5 mil de pessoas de fora do controle), foram convertidos em 55 ações ordinárias.
Campos confirmou que a ALL tem interesse em migrar para o Novo Mercado e entrou com pedido na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas ainda não obteve resposta. “Sempre foi o objetivo, mas não há saída jurídica clara para isso”, explicou o executivo. Pelo contrato de concessão, mais de metade das ações ordinárias estão bloqueadas no bloco de controle.
Com a operação finalizada ontem, o capital social da empresa passa a ser de R$ 3,445 bilhões, sendo 1,268 bilhão de ações ordinárias e 2,168 bilhão de ações preferenciais. O caixa subirá de R$ 2,2 bilhões para cerca de R$ 3,5 bilhões.
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