CSN inicia abertura de capital com mineração

A CSN começa com mineração, em abril, um projeto de abertura de capital de seus negócios principais. O plano é baseado na crença do empresário Benjamin Steinbruch, controlador da empresa, de que as atividades do grupo valem mais individualmente do que reunidas sob um mesmo teto.


A companhia, que encerrou 2009 com caixa de 8,1 bilhões de reais, também pode fazer aquisições ainda em 2010, afirmou Steinbruch em reunião com analistas nesta terça-feira.


“Temos a obrigação de duplicar o tamanho da CSN em três anos organicamente e temos a possibilidade de fazer alguma aquisição que reforce nosso portfólio de ativos”, afirmou Steinbruch. “Do ponto de vista financeiro e de momento, estamos preparados.”


Segundo o executivo, a CSN tem interesse em ter presença nos Estados Unidos, onde a rival Gerdau investiu pesado nos últimos anos, com “uma pitada” de participação na Europa, onde os mercados de cimento e aço estão mais maduros.


Apenas no crescimento orgânico, a CSN planeja investir 3 bilhões de reais por ano até 2014, após cerca de 2 bilhões de reais anuais em 2008 e 2009.


A largada na série de IPOs dos ramos de negócios da CSN além da siderurgia -mineração, logística, cimento e energia- ocorrerá no início de abril, quando a empresa escolherá bancos de investimentos para coordenar a abertura de capital das operações com minério de ferro.


A proposta é reunir a mina Casa de Pedra, que elevará capacidade de minério de ferro de 40 milhões para 70 milhões de toneladas no final de 2011, e parte da ferrovia MRS.


A CSN está negociando com atuais sócios asiáticos de sua outra mineradora, Namisa, apoio para uma fusão com Casa de Pedra, para levar à Bovespa um negócio maior de mineração.


Se não houver acordo até o início de abril, o IPO não incluirá a Namisa, disse Steinbruch, prevendo oferta de 20 a 25 por cento do capital da unidade de mineração até junho.


O foco em mineração decorre do enorme apetite por commodities da China e das próprias perspectivas de crescimento do Brasil.


Este ano, segundo as contas da CSN, a oferta mundial de minério de ferro ficará cerca de 100 milhões de toneladas abaixo da demanda global. A escassez tem impulsionado os preços no mercado à vista, que são o dobro do valor de referência do insumo em contratos de longo prazo.


Em siderurgia, segmento em que a CSN é mais conhecida, a expectativa da empresa é ter recorde vendas de aço em 2010, para 5 milhões de toneladas, aumento de 30 por cento sobre 2009, enquanto o mercado brasileiro deve avançar 25 por cento.


Segundo o diretor comercial da empresa, Luis Fernando Martinez, a CSN está operando a 95 por cento de sua capacidade siderúrgica.


Cimento


Além de mineração, a empresa trabalha para multiplicar por cinco sua capacidade de produção de cimento até 2014, para 5 milhões de toneladas por ano, após fracassar na tentativa de comprar a cimenteira portuguesa Cimpor.


As também brasileiras Camargo Corrêa e Votorantim entraram na disputa pela Cimpor e compraram fatias minoritárias de seu capital.


Na avaliação de Steinbruch, pelo preço que as rivais pagaram por uma participação na Cimpor, faz mais sentido investir no crescimento orgânico no Brasil, pois “o retorno seria semelhante a um custo muito menor”.


Os planos da CSN em cimento envolvem construção de três novas fábricas no Brasil de 1 milhão de toneladas de cimento cada -nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul e que consumirão investimento total de até 600 milhões de dólares.


Segundo o executivo, o aporte nessas unidades novas de cimento se soma à duplicação de capacidade de Volta Redonda (RJ) para 2 milhões de toneladas de cimento anuais.


“Presente com o Futuro”


Steinbruch, porém, ainda não tem um desenho definido da estrutura do grupo CSN com os IPOs das unidades.


Uma das ideias é ter uma holding aberta com ações por cima dos cinco ramos de atividade, cada qual também com ações na bolsa e com possibilidade de ter parceiros estratégicos. Outra opção seria uma holding operacional com uma das atividades incorporada e as demais logo abaixo.


O plano assemelha-se ao do empresário Eike Batista, que já fez ofertas de ações de suas empresas de mineração, logística, petróleo e energia -e prepara o IPO de seu estaleiro OSX-, sempre abaixo da holding EBX.


“O Eike iniciou um novo jeito de se olhar o mercado, mas ele está partindo do zero e juntando com o futuro. E eu estou juntando o presente com o futuro”, afirmou Steinbruch.


Os planos da CSN para logística e energia, bem como possíveis datas para cisão e abertura de capital desses respectivos negócios, não foram revelados.


Em cimento, uma oferta pública de ações só é vislumbrada depois da expansão orgânica prevista nos próximos anos.


As ações da CSN avançavam 5 por cento às 16h16, a 67,10 reais, com a maior alta entre os papéis que integram o Ibovespa, que subia quase 2 por cento no mesmo horário.

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Fonte: Reuters/Brasil Online

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