Publicitários reagiram na quarta-feira à lei que obriga a veiculação de frases educativas nas propagandas da indústria automobilística – a exemplo do que vigora para cigarros e bebidas. O diretor de criação da Agência 3, Álvaro Rodrigues, considera que está sendo dado à publicidade o peso da responsabilidade pela educação da população.
Já o presidente da agência Giovanni DraftFCB, Adilson Xavier, diz que a regra é como “um imposto para o anunciante”. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) libera no fim de abril o detalhamento com a novas exigências, que deverão passar a valer em maio.
– Do ponto de vista social, toda forma de educação é positiva. Mas, da forma como está sendo feita, é quase como instituir um imposto para o anunciante. É obrigá-lo a usar seu investimento para fazer algo que o governo deveria fazer mas não faz. Isso é injusto. Se o anunciante paga por 30 segundos para a realização de uma campanha, ele perde cinco segundos para colocar uma mensagem de educação. Mas quem pagou pelo espaço foi ele – afirma Xavier.
Para Rodrigues, a publicidade pode levar mensagens de estímulo a uma mudança de comportamento, mas não pode ser responsável pela educação da população. Segundo ele, do ponto de vista criativo, o desafio será fazer com que as campanhas aglutinem a ideia ao conceito de educação para o trânsito.
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– Diante da necessidade de educar, é preciso trabalhar as campanhas sendo ainda mais criativo. No entanto, não basta imaginar que somente isso resolve – afirma Rodrigues.
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