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Alfredo Nascimento confirmado ministro dos Transportes

O presidente do Partido da República (PR), senador Alfredo Nascimento, foi confirmado, na noite desta quarta-feira, no Ministério dos Transportes, pela terceira vez consecutiva, pela equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff.


Segundo o senador, que se reuniu pela terceira vez com a presidente, nesta quarta-feira, a indicação foi referendada pelo partido, após dias de negociação, embora a presidente tenha deixado claro que tinha preferência por ele.


Com a confirmação, disse Alfredo, as prioridades no Amazonas a partir de 2011, quando reassumir a pasta, será concluir a pavimentação da BR-319 (Manaus-Porto Velho) e dos terminais hidroviários no interior do Estado, construir o Porto da Manaus Moderna, repavimentar a BR-174 (Manaus-Boa Vista) e executar projetos de melhoria do Porto de Manaus, no Centro.
“Vou tratar institucionalmente. Meu interesse é que as obras aconteçam e vou usar efetivamente o instrumento que eu tenho na mão para fortalecer o meu Estado e pagar dívidas que tenho com a população do Amazonas, como a da BR-319, por exemplo”, disse.


Ele também afirmou que está aberto ao diálogo com o governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN), com quem concorreu e perdeu a eleição este ano ao governo do Estado, principalmente porque o Estado é responsável pela construção da maior parte dos terminais hidroviários no interior. “Estou à inteira disposição do governador. Não estou propondo amizade, coligação ou coisa nenhuma. A eleição acabou, eu já desci do palanque. Eu agora sou senador da República e ministro de Estado dos Transportes pela terceira vez. É inédito isso no País, você ser ministro pela terceira vez”, afirmou.

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Alfredo assumiu o Ministério dos Transportes, após renunciar a Prefeitura de Manaus, em abril de 2004. Continuou na pasta no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (iniciado em 2007) e saiu, em abril deste ano, para concorrer ao governo do Amazonas, quando perdeu para Omar ainda no primeiro turno. A confirmação de Alfredo saiu por volta das 20h (horário de Brasília) pela equipe de transição de Dilma.


Obras



Os 406 quilômetros da BR-319 no Amazonas aguardam a licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Ministério dos Transportes tem a recuperação da BR-174 (Manaus-Boa Vista), que segundo Alfredo, está toda licitada e deve ser revitalizada até o próximo ano.


Orçado em R$ 100 milhões, o Porto da Manaus Moderna está previsto na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e o projeto está em licitação no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).


Retomada do Porto


Uma decisão anunciada por Alfredo, na noite desta quarta-feira, é a retomada da delegação da administração do Porto de Manaus, Coari, Itacoatiara e Parintins para a União, que foi repassada ao governo do Estado em 1997. Segundo ele, essa é uma decisão para que o governo federal possa investir os R$ 90 milhões previstos para revitalizar o local para a Copa de 2014.


Concedido à iniciativa privada em 2001, num processo que se arrasta até hoje na Justiça, Alfredo admite que o Estado do Amazonas não tem condições de arcar com eventuais pedidos de indenização das empresas. Uma comissão do Ministério dos Transportes faz o inventário dos bens dos portos para concluir o processo de retomada. “A responsabilidade vai ser do governo federal que naturalmente assume o ativo e passivo financeiro e vai brigar na Justiça como o Estado está fazendo hoje”, declarou.


Com a saída de Alfredo, o presidente estadual do PT, João Pedro, volta ao Senado em 2011 e deverá aumentar a bancada petista na Casa.


Panorama nacional


Ele disse que a partir dessa terceira gestão no ministério, as novas obras federais no Amazonas serão todas executadas diretamente pela pasta.


Em relação aos investimentos na rodovias do País, Alfredo disse que o Ministério dos Transportes vive um outro momento desde 2003, quando os investimentos anuais chegavam a 10% destinados para as obras de infraestrutura.


Para este ano, segundo ele, somando com os restos a pagar, o ministério deve ter um orçamento de R$ 25 bilhões. Para o senador, o desafio a partir do próximo ano é o aperfeiçoamento das rodovias que existem hoje, o investimento na infraestrutura ferroviária, que já está em andamento, como a Norte-Sul e a Transnordestina.


“Os problemas que ainda existem hoje nas rodovias são trechos que precisam ser duplicados, trechos que precisam ser melhorados o traçado. Porque quando foram construídas algumas rodovias 100, 80 anos atrás, o traçado não era para a velocidade que os carros tem hoje”, avaliou.


De acordo com Alfredo, a conclusão das ferrovias que irão distribuir para os portos do Nordeste (Maranhão, Bahia e Pernambuco) uma boa parte da produção agrícola do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, vai colocar o Brasil em um novo patamar econômico porque vai desafogar os portos do Sudeste. Mas isso, ressaltou ele, é um processo gradativo que deve durar até dez anos para ser concluído, dependendo dos recursos disponíveis. “Isso e coisa para, se tiver bastante dinheiro, cinco anos, se tiver dinheiro razoavelmente, dez anos para a construção de ferrovias. O Brasil está num caminho da infraestrutura”, disse.

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