O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) causa transtornos para muitas pessoas, principalmente para quem passa pelo fim da W3 Sul e carrega o prejuízo de uma obra no meio do caminho. “Engarrafamento toda hora, principalmente nesses horários de almoço, quando você está voltando. Esses horários de pico estão terríveis”, relata o administrador Rogério de Castro.
Algumas pessoas já perderam a paciência. “Uma obra que não termina nunca, o dinheiro parado da população, isso aí é um transtorno com certeza”, afirma o motorista José Lima.
A construção parou há sete meses. Primeiro, a Justiça embargou a obra porque a licitação foi feita antes do projeto. Depois, foi o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que pediu a suspensão porque faltam projetos de mudança de uso da área, que é tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional.
“Essa obra tem como melhorar o trânsito, mas parada não vai adiantar nada. Só piora”, opina o agricultor Otaviano Santos.
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De acordo com o GDF, cada trecho do VLT vai levar um ano e meio para ficar pronto. A obra começou em novembro de 2009. Se ela não tivesse parado, no fim desse mês, o VLT já estaria rodando na W3 Sul. Ainda há os problemas ambientais apontados pelo Ministério Público. “Eles aproveitaram os licenciamentos do Brasília Integrada para o VLT, não foi feito um licenciamento especifico para a obra”, sublinha o promotor Roberto Carlos Batista.
O Metrô informou que não fala sobre o assunto até uma decisão final da Justiça sobre o embargo da obra.
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