A abertura do I Encontro Nacional de Tecnologia Metroferroviária, que aconteceu ontem (05/07) na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, estimulou a discussão sobre a nova regulamentação da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que visa estabelecer o direito de passagem e tráfego mútuo para o transporte ferroviário de cargas.
Na ocasião, o presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, defendeu o modelo de concessão fechado, mas afirmou que a associação e as ferrovias estão abertas a diálogo. “Temos conversado com a ANTT desde o ano passado, e em cada momento um ponto é esclarecido. Eles não tinham a nossa visão, e nem nós a deles”, afirmou.
De acordo com Vilaça, o diálogo entre a agência reguladora e os operadores é necessário para que os pontos divergentes sejam diminuídos – apesar de, segundo ele, ser difícil aparar todas as arestas. “O que queremos é continuar investindo e desenvolvendo o modo ferroviário. Tem que ter melhor gestão por parte dos operadores e um poder regulatório adequado à realidade”, disse.
De qualquer forma, o presidente-executivo da ANTF também ressaltou que há uma disparidade em se querer reavaliar os contratos de concessão ainda vigentes nas ferrovias, enquanto contratos rodoviários já vencidos, como no caso dos ônibus, ainda não foram reformulados. “O que me incomoda é ver que o setor marítimo e o ferroviário estão sofrendo esse ataque por conta da rapidez nas mudanças, enquanto o sistema rodoviário é desregulamentado”, afirmou.
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