O Ministério Público do Trabalho concluiu uma força tarefa nos canteiros de obras da ferrovia Transnordestina, que cortará a região Nordeste com 1.728 quilômetros de extensão. São 25 frentes de obras, mais de 11 mil trabalhadores e muitas irregularidades de acordo com o MPT: jornada de trabalho extensa, falta de sanitários nos canteiros e até de água potável.
Também foi constatada precariedade nos veículos que fazem o transporte de operários. O MPT constatou cartões de ponto previamente preenchidos – até os de julho já estavam fechados, para encobrir jornadas prolongadas. Segundo o procurador do MPT Roberto Portela Mildener, foram constatados trabalhadores que iniciam a jornada às 5h da manhã e só terminam às 19h, com intervalo de menos de uma hora para o almoço. As empreiteiras responsáveis pelas obras ainda não se pronunciaram sobre as acusações.
A transnordestina vai ligar os municípios de Eliseu Martins (Piauí) aos portos de Suape (Pernambuco) e Pecém (Ceará).
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