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China freia projetos ferroviários

A China vai suspender a aprovação de novos projetos ferroviários e realizar verificações de segurança em todos os projetos em curso, depois que um acidente resultou em mortes, no mês passado, disse o governo em comunicado ontem.


Será ainda reduzida a velocidade de algumas linhas de trem-bala que começaram a operar recentemente. A China também reavaliará a segurança dos projetos ferroviários com construção aprovada.


Dois trens de alta velocidade chocaram-se na província oriental de Zhejiang em 23 de julho, matando 40 pessoas e resultando na demissão de pelo menos três altos funcionários do Shanghai Railway Bureau. A China prevê gastar até 2015 2,8 trilhões de yuans (US$ 436 bilhões) na ampliação de sua rede ferroviária de alta velocidade.


O Ministério de Ferrovias enviou 47 equipes de 180 pessoas para realizar inspeções “exaustivas” nas condições de segurança, disse ontem a Xinhua, agência oficial de notícias, citando o ministro Sheng Guangzu. A velocidade dos trens-bala será reduzida de 350 km/h para 300 km/h. Os preços das passagens será reduzido em função das velocidades mais baixas.

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A colisão em julho ocorreu perto de Wenzhou, quando um trem perdeu sua alimentação elétrica após ser atingido por um raio e foi atingido por trás por outra composição, disse a Xinhua. Uma investigação preliminar atribuiu o acidente a falha de sinalização.


O programa chinês de trens-balas sofreu outros revéses. A linha ferroviária de alta velocidade entre Pequim e Xangai – que custou US$ 34 bilhões e é a mais longa no mundo -, registrou grandes atrasos em viagens devido a falhas elétricas resultantes de tempestades em pelo menos três ocasiões desde que começou a operar, em 30 de junho. O ex-ministro das Ferrovias, Liu Zhijun, foi demitido em fevereiro e colocado sob investigação devido a acusações de corrupção.


As ações da RSE e da CNR China, as duas maiores fabricantes de trens no país, caíram 19% e 24% em Xangai, desde a colisão, devido ao temor de que o governo vá desacelerar o investimento em ferrovias.


A CNR disse em 9 de agosto que o Ministério das Ferrovias ordenou que a empresa suspenda a entrega de alguns trens de alta velocidade devido a mau funcionamento dos sistemas de autoproteção.


O Ministério das Ferrovias, que emprega 2,1 milhões de pessoas, e tem dívidas no total de 2,1 trilhões de yuans, o equivalente a cerca de 5% do PIB da China.

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