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Porto leva ferrovia para o Norte capixaba

Para viabilizar a instalação do Porto Norte Capixaba em Degredo, Linhares, a Manabi, empresa de logística e mineração, quer construir um ramal ferroviário de 100 quilômetros entre João Neiva, por onde passa a Ferrovia de Vitória a Minas, até o complexo portuário que começará a operar no terceiro trimestre de 2016.


A informação sobre esse empreendimento foi divulgada com exclusividade na última passada por A GAZETA. Além de trazer o minério de Minas Gerais, o ramal abre portas à vinda de empresas interessadas em operar na retroárea de 11,5 milhões de metros quadrados.


Nosso porto é multiuso, não servirá apenas para atender às nossas necessidades. Por isso, é muito importante estar integrado à malha ferroviária brasileira, explicou o diretor de operações da Manabi, José Tadeu de Moraes, que ontem esteve em Vitória para a assinatura do protocolo de intenções junto ao governo do Estado e à Prefeitura de Linhares.


A Manabi já negocia o ramal com a Vale, companhia que tem a concessão para operar a Vitória-Minas. Existe a possibilidade da Vale Logística Integrada (VLI), empresa de logística da mineradora, entrar de sócia no ramal.

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A construção da ferrovia, segundo Ricardo Antunes, presidente da Manabi, não anula o mineroduto ligando Linhares a Minas Gerais. A prioridade é o ramal, já que poderíamos usá-lo para a nossa e para outras atividades, mas o mineroduto segue no radar, já que a produtividade é enorme. A meta é ter os dois.


Com a viabilização do ramal ferroviário, seria construído um mineroduto de 170 quilômetros das minas de Pilar e Morro Escuro até Ipatinga, por onde passa a Vitória-Minas. De lá, o minério da Manabi seguiria até João Neiva, onde pegaria o ramal até o Porto Norte Capixaba. O investimento total da Manabi é de R$ 7,1 bilhões.


Petrobras – O complexo Norte Capixaba segue o modelo de porto-indústria. A Manabi fornecerá a infraestrutura logística, um investimento de R$ 1,75 bilhão, e abrirá espaço para empresas instalarem-se na retroárea. A primeira fase do empreendimento, com foco na operação da Manabi – engloba pátios de minério, carvão, grãos, fertilizantes e granéis líquidos, não há previsão de pelotizadoras –, utilizará apenas 2,3 milhões de metros quadrados. O restante do espaço está reservado para outras atividades.


Pelo projeto original, a segunda fase do Norte Capixaba partiria da construção de um canal interno com espaço para dois estaleiros, porto de suprimento para plataformas de petróleo e desembarque de carros. Mas, segundo os investidores, não se trata de um projeto fechado.


Estamos a poucos quilômetros da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, da Petrobras. Em breve faremos contato formal com a estatal para que seja nossa cliente, disse Moraes.


Recursos – Cronograma. Em julho, será dada entrada no licenciamento ambiental. No final de 2013 começam as obras e no terceiro trimestre de 2016, a operação.


Investimento. R$ 7,1 bilhões em todo o complexo e R$ 1,75 bilhão no porto.


Emprego. Serão 4,8 mil postos nas obras – 1,2 mil diretos e 3,6 mil indiretos –, e 1.170 na operação – 320 diretos e 850 indiretos.

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Fonte: A Gazeta (ES)

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